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Instituto celebra também a cultivar mil, um marco na Ciência Agrícola do Brasil.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) chegou à cultivar número mil neste mês de junho e, ao mesmo tempo em que celebra 126 anos de história, cria, mais uma vez, um marco na Ciência agrícola brasileira. Chamada IAC Milênio, a cultivar mil é de feijão, uma das 90 espécies estudadas no IAC. , fundado em 1887.

Fundado em 27 de junho de 1887, a comemoração no IAC estende-se atualmente, com o lançamento do feijão IAC Milênio e a entrega do Prêmio IAC. Também fez parte das comemorações uma mesa redonda sobre a importância das cultivares no desenvolvimento sustentado, que acontece no mesmo dia.

Na década de 70, o IAC desenvolveu o tipo de feijão carioca, o mais consumido no Brasil até hoje. De lá para cá, 42 cultivares de feijoeiro foram desenvolvidas – uma melhor que a outra. “Esta continuidade mostra que o Instituto Agronômico segue produzindo ciência agrícola com elevada competência, com resultados que atravessam décadas e a mesma credibilidade junto aos setores de produção”, avalia Sérgio Augusto Carbonell,  diretor-geral do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Eduardo Daher, diretor executivo da Andef, enfatiza o papel fundamental que o Instituto desempenhou na chamada revolução verde pela qual passou a agricultura brasileira nos últimos 40 anos. “Com pesquisa, tecnologia e muito trabalho, transformamos o país em um dos celeiros mundiais. E somente com Ciência e inovação no campo poderemos atender a demanda mundial por alimentos. Para isso, é essencial contar com o expertise de pesquisadores dos institutos como IAC”, destaca.

Ainda em 2013, o IAC deve lançar cultivares de cana-de-açúcar, amendoim, citros, arroz e quiabo. “Até 2022, 175 novas cultivares devem ser registradas, uma média de 18 por ano ou uma nova cultivar a cada 21 dias”, adianta Carbonell.

Foco em qualidade e sustentabilidade
O trabalho realizado no Instituto Agronômico sempre foi direcionado à conquista de produtos com qualidade para atender às demandas dos agricultores, às exigências das indústrias e dos consumidores – isso alinhado à sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica. “Orientamos nossa programação científica para qualidade, redução de custos e de impactos ambientais”, completa o diretor do Instituto.

Ele ressalta algumas das contribuições do IAC, como os trabalhos pioneiros que indicaram o cultivo da soja no Cerrado brasileiro, nos anos 70, até os mais modernos grãos como os amendoins alto oleicos e os cereais, trigo, triticale e aveia. Outra marca do Instituto está na tropicalização da fruticultura, que sustenta a viticultura no interior paulista e no Vale do São Francisco, no Nordeste, e a produção de frutas de caroço em condições de solo e clima de São Paulo.

Destacam-se ainda o desempenho da citricultura brasileira, baseada na pesquisa IAC que viabiliza o enfrentamento de pragas e doenças, o cultivo da mandioca por agricultores familiares, que resulta em 80% de materiais IAC nas lavouras de Minas Gerais e São Paulo, e os estudos com seringueiras, que fazem de São Paulo o maior produtor nacional de látex. Em 90% do parque nacional de cafeeiro arábica há materiais IAC, que segue gerando tecnologias para modernização dos sistemas de produção e desenvolvendo material naturalmente sem cafeína.

Solenidade de aniversário
Além do lançamento da cultivar mil de feijão, a solenidade de comemoração dos 126 anos do Instituto teve a entrega do Prêmio IAC e a transferência do gabinete da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, que pela primeira vez estará no Instituto Agronômico, a partir das 9h do dia 28 de junho de 2013. A secretária, Mônika Bergamaschi, trabalhou durante todo o dia na Sede do IAC.

Também fez parte das comemorações uma mesa redonda com o tema importância das cultivares no desenvolvimento sustentado na Sede. Uma exposição fotográfica, que registra momentos importantes da agricultura paulista, permanece no saguão do Instituto por 30 dias.

Prêmio IAC 2013
Os agraciados com o Prêmio IAC foram, na categoria interna, o pesquisador científico da área de solos, Otávio Antonio de Camargo, e o servidor de apoio, Mauro Massarotto, com 53 anos de serviço. Na categoria externa, como Personalidade do Agronegócio, o agraciado foi o agrônomo com intensa atuação no setor sucroalcooleiro, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa IAC, com informações da Andef.

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