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A aplicação de um produto
fitossanitário deve ser planejada de modo a evitar desperdícios e sobras. Para isto,
peça sempre a ajuda de um engenheiro agrônomo para calcular a dosagem a ser aplicada em
função da área a ser tratada.
O QUE FAZER COM A SOBRA DA CALDA NO
TANQUE DO PULVERIZADOR?
- O volume da calda deve ser calculado adequadamente para
evitar grandes sobras no final de uma jornada de trabalho.
- O pequeno volume de calda que sobrar no tanque do
pulverizador deve ser diluído em água e aplicado nas bordaduras da área tratada ou nos
carreadores.
- Se o produto que estiver sendo aplicado for um herbicida o
repasse em áreas tratadas poderá causar fitotoxicidade e deve ser evitado.
- Nunca jogue sobras ou restos de produtos em rios, lagos ou
demais coleções d'água.
O QUE FAZER COM A SOBRA DO PRODUTO
CONCENTRADO?
- Produto concentrado deve ser mantido em sua embalagem
original.
- Certifique-se de que a embalagem está fechada
adequadamente.
- Armazene a embalagem em local seguro, de acordo com as
instruções do item "armazenamento na
propriedade rural".
PRODUTO VENCIDO OU IMPRÓPRIO PARA
COMERCIALIZAÇÃO:
Problemas com produtos vencidos ou
impróprios para utilização normalmente são causados por erros no manuseio. Os produtos
fitossanitários normalmente apresentam prazo de validade de 2 a 3 anos, tempo suficiente
para que sejam comercializados e aplicados. A compra de quantidades desnecessárias ou
falhas na rotação de estoque poderão fazer com que expirem os prazos de validade. As
embalagens dos produtos fitossanitários são dimensionadas para resistir com segurança às
etapas de transporte e armazenamento. Avarias nas informações de rótulo e bula ou danos
nas embalagens normalmente são causados pelo manuseio impróprio durante o transporte
e/ou armazenamento.
O QUE O REVENDEDOR DEVE FAZER COM PRODUTO
VENCIDO OU IMPRÓPRIO PARA COMERCIALIZAÇÃO?
- O revendedor deve comunicar ao fabricante qualquer avaria
ou irregularidade que deixe o produto impróprio para comercialização.
- O produto deverá ser devolvido à fábrica para
destinação adequada..
- Os custos envolvidos na devolução do produto para o
fabricante, como o transporte, são de responsabilidade do revendedor ou proprietário.
ESTAS INFORMAÇÕES NÃO DEVEM SER
ENTENDIDAS COMO O ÚNICO CRITÉRIO PARA O DESTINO FINAL DE RESÍDUOS DE PRODUTOS
FITOSSANITÁRIOS. CONSULTE AS DISPOSIÇÕES NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL E MUNICIPAL. PARA
OBTER MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O DESTINO FINAL DE UM DETERMINADO PRODUTO CONSULTE OS
REPRESENTANTES DA EMPRESA FABRICANTE QUE ATUA EM SUA REGIÃO.
DESTINO FINAL DE EMBALAGENS
O destino final de embalagens de produtos
fitossanitários é complexo por tratar-se de embalagens que acondicionam produtos
tóxicos. Mesmo depois de esvaziadas, as embalagens normalmente contêm resíduos de
produto no seu interior, exigindo procedimentos especiais para sua destinação final.
EMBALAGENS QUE ACONDICIONAM PRODUTOS
LÍQUIDOS:
Embalagens rígidas que acondicionam
produtos líquidos correspondem a aproximadamente 70% das embalagens comercializadas no
Brasil e devem ser TRÍPLICE LAVADAS ou LAVADAS SOB PRESSÃO durante o preparo da calda
para remoção dos resíduos internos. A calda resultante desta lavagem deve ser utilizada
no tanque de pulverização. Esta simples operação é capaz de remover 99,99% do
produto, possibilitando que as embalagens fiquem com menos de 100 ppm (partes por milhão)
de resíduo. Este procedimento é econômico, pois permite o total aproveitamento do
produto, além de evitar contaminações das pessoas e do meio ambiente.
COMO FAZER A
TRÍPLICE LAVAGEM?
- Esvazie completamente a embalagem no tanque do
pulverizador.
- Preencha a embalagem com 1/4 do seu volume com água
limpa.
- Tampe a embalagem e agite-a por 30 segundos.
- Despeje a calda resultante no tanque do pulverizador.
- Faça esta operação 3 vezes.
COMO FAZER A LAVAGEM SOB PRESSÃO?
- Este procedimento só pode ser realizado em pulverizadores
preparados para esta finalidade.
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil
instalado no pulverizador.
- Direcione o jato d'água para todas as paredes internas da
embalagem por 30 segundos.
- A calda da lavagem deverá ser drenada para o interior do
tanque pulverizador.
ATENÇÃO: A operação de tríplice lavagem ou lavagem
sob pressão deve ser realizada na ocasião do preparo da calda para evitar que o produto
resseque no interior da embalagem.
O QUE FAZER APÓS A LAVAGEM DAS EMBALAGENS?
- Após a tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, coloque
a tampa na embalagem.
- Perfure o fundo da embalagem para evitar a reutilização
- Mantenha o rótulo para facilitar a identificação.
Nas regiões que já estão participando
do Programa Nacional de Destinação Final Adequada as embalagens tríplice lavadas ou
lavadas sob pressão devem ser armazenadas em local apropriado para posteriormente serem
encaminhadas para um posto ou central de recebimento de embalagens. Somente os postos ou
centrais de recebimento de embalagens com licença de operação pelo Órgão Estadual
competente é que podem receber embalagens vazias para reciclagem controlada ou
co-processamento em fornos de cimento. Informe-se sobre as Centrais e Postos de recebimento de embalagem que
estão em operação.
IMPORTANTE: As Centrais ou Postos de
Recebimentos só estão autorizados a receber embalagens de plástico, vidro e metal que
tenham sido corretamente lavadas ou embalagens não contaminadas, como as caixas de
papelão.
AS INFORMAÇÕES ACIMA NÃO DEVEM SER
ENTENDIDAS COMO O ÚNICO CRITÉRIO PARA O DESTINO FINAL DE EMBALAGENS DE PRODUTOS
FITOSSANITÁRIOS. LEIA AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NOS RÓTULOS E BULAS DOS PRODUTOS. O
DESTINO FINAL DE EMBALAGENS DEVE ATENDER ÀS ORIENTAÇÕES DO IBAMA, OBSERVANDO-SE OS
DISPOSITIVOS DAS LEGISLAÇÕES ESTADUAIS E MUNICIPAIS DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELO MEIO
AMBIENTE.
RECOMENDAÇÕES DO IBAMA EXPRESSA NOS RÓTULOS E BULAS
DOS PRODUTOS:
- Verifique as orientações do órgão responsável pelo
meio ambiente no seu Estado.
- Não reutilize embalagens vazias.
- Quando o produto for líquido, as embalagens devem ser
enxaguadas 3 (três) vezes e a calda resultante acrescentada à calda a ser
pulverizada.
- As embalagens vazias devem ser inutilizadas.
- Nos Estados que fizerem parte do "Programa Nacional
de Destinação Adequada de Embalagens Vazias de Agrotóxicos" os agricultores devem
seguir as recomendações do Órgão Estadual Responsável e evitar o enterrio.
- Em casos de enterrio, veja as informações a seguir:
- O local para construção do fosso deve ser distante de
casas, de instalações ou de qualquer fonte de água, fora do trânsito de pessoas ou
animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo
a longo prazo.
- O local não deve ser sujeito a inundações ou acúmulo
de água.
- O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para
permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico.
- Abrir um fosso de 1 a 2 metros de profundidade,
comprimento e largura, não devendo exceder a 3 metros, de acordo com as necessidades.
- Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras
irregulares e uma camada de brita.
- Ao redor do fosso cavar uma valeta, com escoadouro, para
impedir a penetração de enxurradas.
- Reservar uma área suficiente para instalação de mais
fossos, de acordo com a necessidade.
- Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada
de animais e dificultar a entrada de pessoas.
- Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA), com os
dizeres: LIXO TÓXICO.
- Antes de iniciar o uso e após cada 15 centímetros de
material descartado, intercalar com camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a
neutralização.
- Completada a capacidade do fosso, cobrir com uma camada de
50 centímetro de terra e compactar bem.
- Uma camada adicional de 30 centímetros de terra deve ser
colocada sobre o aterro para que este fique acima do nível do terreno.
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