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Em entrevista, gerente técnico da Andef destaca o papel da educação no agro.

Taxadas como vilãs da alimentação saudável, indústrias de defensivos agrícolas são responsáveis pela maior parte dos cursos de capacitação do setor disponíveis no Brasil.

Luis Carlos Ribeiro, gerente técnico de regulamentação estadual da Andef, conversou com o Jornal Entreposto e explicou como a educação pode ser a chave para aperfeiçoar a relação da agropecuária com o meio ambiente. Na entrevista a seguir, o gerente expõe de maneira simples como as indústrias de defensivos agrícolas colaboram na construção de uma agricultura sustentável e reforça: ‘Não me canso em trabalhar a favor da agricultura’.

Jornal Entreposto – Qual é o papel da Andef para a construção de uma agricultura sustentável no Brasil e como a associação tem agido para alcançá-la?

Luis Carlos Ribeiro – A Andef e seus associados realizam um importante trabalho que é o de levar educação aos agricultores. O Brasil tem o melhor clima do mundo para a agricultura. Temos todos os climas do mundo em um só país. Podemos plantar alimentos de todos os cantos do planeta. Mas apenas com o correto monitoramento do plantio podemos alcançar a sustentabilidade. E para isso acontecer é necessária muita capacitação.

JE – Como a Andef atua junto aos produtores?

LC – Durante todo o ano rodamos o Brasil levando diversos cursos, palestras e workshops até o agricultor. Os temas abordados variam e atingem todos os pontos da cadeia de produção. Desde a escolha da semente até o melhor método de colheita para determinado cultivo. Abrangemos o estudo de toda a biodiversidade do produto, visando o sucesso da plantação.

JE – Mas essa parte educacional não deveria ser concedida pelo governo?

LC – Ao longo dos anos, o governo dizimou os órgãos de extensão rural e os produtores ficaram desassistidos. A capacitação técnica ficou a cargo das indústrias produtoras de defensivos agrícolas e elas vêm atuando muito bem disponibilizando treinamentos especializados. Diferentemente do que dizem, os cursos oferecidos pelos nossos associados não são eventos para divulgação da marca. Na verdade, são aulas que auxiliam o agricultor no trato da lavoura: quando e como utilizar determinado defensivo.

JE – Como evitar resíduos de defensivos nos alimentos?

LC – Muitas vezes o produtor que não foi capacitado sai usando defensivos (até mesmo não registrados) em plantações que não necessitam. Ou então, por um vício que vem de geração para geração, os agricultores utilizam produtos que não foram formulados para aquele tipo de cultivo. Depois de todo o estudo da biodiversidade é que se define se o uso do defensivo é necessário ou não. O defensivo é apenas uma das ferramentas para se conseguir aumento de produtividade.

JE – Então, trata-se de um problema social?

LC – Exatamente. E o produtor fica taxado como incompetente, mas ele não foi treinado para saber distinguir se determinado produto será bom ou ruim para a sua produção. A Andef está preenchendo essa lacuna.

JE – Com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol, como evitar a entrada de novas pragas agrícolas no país?

LC – A extensão continental do Brasil muito nos preocupa. Dependemos da vigilância em portos, aeroportos e rodovias, algo ainda precário no Brasil. Sabemos que o governo não possui funcionários suficientes para vigiar toda a nossa fronteira. A Andef e seus associados trabalham para capacitar e orientar produtores na prevenção à entrada de pragas em terras brasileiras, principalmente perto de eventos mundiais como a Copa do Mundo de Futebol. Participamos periodicamente do Seminário Ameaças Fitossanitárias apresentando nosso ponto de vista e diversas soluções oferecidas pelas indústrias de defensivos.

Fonte: Jornal Entreposto

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