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Em reportagem, Andef comenta preocupações das pragas que não existem no Brasil.

Alguns produtores têm mais motivos para se preocupar do que outros com a invasão de pragas. Algumas sedes vão receber concorrentes diretos do Brasil em alguns produtos e, com eles, poderão vir pragas inexistentes nas lavouras brasileiras.

Um dos exemplos é Minas Gerais. Lá estarão jogando Colômbia e Costa Rica, dois importantes produtores de café das Américas e que têm enfrentado problemas de pragas nos seus cafezais.

Não é certo que os torcedores desses países vão deixar novas espécies no Brasil, mas o risco existe.

Se isso ocorrer, essas pragas se multiplicarão no maior Estado produtor de café do país, responsável por 70% da produção de arábica.

Os viticultores gaúchos podem correr o mesmo risco. Grandes produtores mundiais de uva e de vinho estarão por lá. Porto Alegre receberá as delegações de França, Austrália e Argentina.

No Paraná, a ameaça se volta para o trigo. Curitiba receberá dois produtores mundiais do cereal: Austrália e Rússia.

Mesmo com a necessidade de importação de trigo no Brasil e do interesse dos russos em colocar o cereal por aqui, as negociações não se concretizam devido a pragas existentes na Rússia não encontradas no país.

Essas espécies sempre preocuparam os agentes de defesa vegetal do Brasil.

Mato Grosso, o principal produtor nacional de grãos e de gado, não terá delegações de países concorrentes diretos nessas áreas.

Mesmo assim, a preocupação existe porque a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal) calcula que as oito delegações que vão jogar em Cuiabá têm em seus países 258 pragas não existentes no Brasil.

Cuidados especiais devem ser tomados com soja e milho, que lideram a produção de grãos do país. O setor vive há dois anos o drama da helicoverpa armigera, uma lagarta que se instalou no país e ataca o que encontra pela frente. Ela se alimenta tanto nas lavouras de soja, milho e algodão como nas pastagens e hortas do país.

O perigo para a agricultura são essas espécies que aparecem repentinamente, encontrando as indústrias sem o defensivo específico e os produtores sem as técnicas adequadas de manejo. Foi assim com a ferrugem da soja e com a helicoverpa.

Muitas dessas pragas já estão batendo na porta do Brasil e, mais cedo ou mais tarde, vão acabar entrando. Nesse caso, as indústrias e os produtores podem se preparar para a sua chegada.

O problema é quando aparecem espécies totalmente desconhecidas, cujo combate ainda não está definido. É o que pode ocorrer em eventos com muitos estrangeiros como este da Copa.

São Paulo, maior produtor de açúcar e de etanol, não está isento de ameaças de novas pragas trazidas por torcedores da Copa, inclusive em frutas, flores e hortaliças.

Importante produtor nacional nesses itens, o Estado recebe torcedores de Holanda, Bélgica e Chile, fortes produtores nessa área.

Para visualizar o infográfico completo, clique aqui .

Fonte: Folha de S. Paulo

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