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Safra crescente fortalece avanço da agroindústria.

No rastro do maior produtor de soja, milho e algodão do país floresce em Mato Grosso uma agroindústria que tem o desafio de agregar valor ao que brota dos campos para continuar a crescer.

A montagem do parque agroindustrial no Estado é recente, mas já fincou bandeira em mais da metade das 141 cidades de Mato Grosso.

Além de ter se espalhado pela região, uma característica desse investimento é que ele tem muita força na pequena indústria (dois terços dos 494 empreendimentos nesse setor no Estado são de microporte), mas quem responde pela maior parte do emprego são as empresas maiores.

As 45 agroindústrias de grande escala empregam 83% dos trabalhadores inscritos no setor, segundo levantamento da federação das indústrias do Estado.

O governo estadual não sabe precisar o quanto a agroindústria movimenta na economia local. Mas o setor industrial como um todo é o responsável por 16,7% do PIB (Produto Interno Bruto) mato-grossense, diz o IBGE.

Representantes da cadeia produtiva ouvidos pela Folha dizem em uníssono que a industrialização da produção é um novo desafio para quem encontrou um cerrado inóspito e ali ergueu o maior celeiro de grãos do país.

‘A aptidão do Estado é a produção agrícola e, por isso, a saída será transformar grãos em proteína animal para crescer’, diz Normando Corral, presidente da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado).

Com a expectativa de colher uma supersafra de 43,8 milhões de toneladas, entre soja e milho, a agroindústria do Estado prevê absorver 11,78 milhões de toneladas de grãos para produzir farelo, óleo vegetal e ração animal, 11% mais que na safra passada, segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

As cidades do Estado desenvolvidas agroindustrialmente completaram um ciclo: detêm larga produção de grãos, capacidade energética e infraestrutura mínima para o escoamento de produtos.

Lucas do Rio Verde (a 350 km de Cuiabá) faz parte desse filão. A BRFoods, gigante no segmento de alimentos, ergueu sua maior unidade da América Latina na cidade, 45,6 mil habitantes -cujo PIB cresceu 58% em dez anos e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), 14,3%. Por dia, a fábrica abate 204 mil animais, entre aves e suínos.

‘O custo da matéria-prima e o crescimento da produção atraíram o grupo’, diz Lauro Tabachuk, gerente industrial.

O Estado também estuda aumentar a produção de etanol a partir do milho. As duas usinas em operação devem consumir 81% a mais do cereal neste ano, um total de 242 mil toneladas.

O principal entrave em agregar valor à produção está na China -destino de 73% da soja exportada na última safra-, que prefere o grão ‘in natura’ ao processado industrialmente, diz Corral.

O outro é a logística. ‘As estradas são ruins. É um grande problema levar o grão das fazendas aos armazéns.’

Fonte: Folha de S. Paulo

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