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Movimento mundial, com participação de entidades brasileiras, “Agricultura em Primeiro Lugar” propõe a sustentabilidade plena, isto é, atendidas suas três vertentes – econômico, ambiental e social – somente alcançadas numa agricultura tecnologicamente competitiva.

Seria apenas um chavão que se tornou recorrente ao longo dos anos. O fato, porém, é que pouco se avançou no desafio de garantir alimentos, fibras e energias renováveis frente aos recursos naturais limitados. Basta ver os alertas da FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, para se concluir que as políticas públicas têm sido insuficientespara reduzir a fome no mundo. É crucial, portanto, ampliar estratégias que envolvam agricultores – sobretudo associações de pequenos produtores – entidades do setor, comunidade científica, institutos de pesquisa, órgãos de governos e empresas.

E experiências bem sucedidas formam valiosos benchmarks nesse sentido. Em âmbito mundial, destaque-se o esforço da própria FAO, desde sua criação, em 1945, até hoje. Nas duas últimas décadas, a Organização passou a trabalhar menos com investimentos diretos e mais pela transferência de conhecimentos e recursos tecnológicos para garantir a oferta de alimentos. Com semelhante preocupação, nova iniciativa está sendo lançada, também em nível internacional.

Liderada por pesquisadores, acadêmicos e profissionais dos segmentos produtivos, trata-se do programa Agricultura em Primeiro Lugar (www.agriculturaemprimeirolugar.com.br), chamado mundialmente de Farming First. A iniciativa é representada, no Brasil, pelas entidades Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef, e Associação Nacional para Difusão do Adubo, Anda.

Seu elenco de propostas visa a sustentabilidade plena, isto é, atendidas suas três vertentes – econômico, ambiental e social – e somente alcançadas numa agricultura tecnologicamente competitiva. As ações se apóiam em seis pilares:
Preservar os recursos naturais. Promover a adoção de práticas sustentáveis,por exemplo, proporcionando incentivos para preservação dos ecossistemas; incentivar a gestão correta de substâncias químicas e à segurança dos trabalhadores rurais.

Partilhar conhecimentos. Alavancar o nível de educação sobre a gestão de culturas e recursos naturais para agricultores e trabalhadores rurais; tomar medidas importantes para erradicar o trabalho infantil; garantir o acesso a tecnologias de informação para que os agricultores recebam dados meteorológicos, de culturas e do mercado.
Criar acesso e meios de gestão dos recursos. Proporcionar acesso a serviços de micro financiamento rural; garantir infra-estrutura – principalmente estradas e portos e melhorar o acesso a insumos com melhores tecnologias e serviços.

Proteger colheitas. Perdem-se até 40% da produção agrícola por falta de medidas adequadas que protejam as lavouras dos ataques de pragas.É necessário, portanto, prover a aplicação de conhecimentos agronômicos para a identificação de pragas e monitoramento meteorológico.

Facilitar acesso ao mercado. Desenvolver mercados eficientes, com informações transparentes, preços justos e infra-estrutura; melhorar a comercialização e reduzir distorções do mercado para melhorar as oportunidades dos setores agrícolas em todo o mundo.

Estabelecer prioridade para a pesquisa. Pesquisar de forma intensiva e contínua, técnicas de supervisão sustentável (stewardship) e adaptação às mudanças de clima. Pesquisar sobre a disponibilidade de água, fertilidade do solo e perdas após a colheita; melhorar a produtividade com ciência e tecnologia; fomentar a colaboração público-privada para a pesquisa e ampliar os investimentos de governos e empresas em Pesquisa e Desenvolvimento.

*Eduardo Daher é diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef.

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