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Relatório da Anvisa confirma uso eficiente de defensivos no país.

Os números sobre o uso de defensivos agrícolas no combate às pragas revelam um fato significativamente positivo: os produtores rurais vêm se mostrando engajados em melhorar o manejo da lavoura quando aplicam os produtos. Esta é a conclusão da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) sobre os resultados do levantamento realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e divulgados nesta terça-feira (29).

O órgão analisou 1.665 amostras, de sete culturas, entre legumes, frutas e cereais. O resultado aponta que 96% das amostras analisadas em 2012 estão em condições ideais para comercialização e consumo, de acordo com os padrões internacionais estabelecidos. Apenas 4% das amostras, isto é, 67 produtos, apresentaram resíduos acima dos limites máximos recomendados. Mesmo assim, o índice de amostras irregulares pode ser considerado bastante baixo; segundo o relatório da Anvisa: foi o caso do morango, com 6% das amostras analisadas – o que representa apenas 13 frutos. Segundo os diretores da Agência durante a divulgação do PARA, esse índice não representa risco à saúde dos consumidores.

“Estes números demonstram a evolução no uso adequado da tecnologia pelos agricultores brasileiros”, afirma Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, que congrega as empresas que desenvolvem e produzem novos defensivos agrícolas.

Uso racional da tecnologia
Daher destaca também que diversos alimentos com amplo consumo registraram índice inferior a 1%, como abacaxi e laranja, e mesmo índice zero de resíduos; são os casos das culturas de arroz, cenoura e maçã. “Ou seja, comprova-se aquilo que já sabemos: o agricultor sabe muito bem o custo da adoção de tecnologias em sua lavoura; por isso, ele não queima dinheiro utilizando de forma ‘abusiva’ os insumos que melhoram sua produtividade – defensivos, sementes, máquinas e fertilizantes.”

Ano a ano, o Brasil tem melhorado consideravelmente seus índices de resíduos nos alimentos. Em 2011, apenas 4,5% dos produtos avaliados pela Anvisa estavam acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR). Atualmente, o país está entre os melhores do mundo.

Os limites internacionais, também adotados no Brasil, são extremamente seguros para a saúde humana e também servem para regular o comércio internacional de alimentos. Para calcular esses limites, há uma margem de segurança de mais de 100 vezes sobre o valor máximo tolerável pelo homem.

Adequar a legislação
Sobre os índices de inconformidades apurados no Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, PARA, em 2012, novamente o problema maior encontrado não se refere à aplicação de produtos em excesso nas lavouras. De acordo com a Anvisa, em 2012, 25% das amostras apresentaram resíduos de produtos não autorizados para aquela cultura. Não significa que estes produtos estejam contaminados e ofereçam risco ao consumidor, como ressaltou a própria Anvisa, durante sua exposição, nesta terça-feira, e sim que o agricultor utilizou um produto autorizado, até alguns anos atrás, mas hoje a legislação o impede de fazê-lo.

“Este resultado sinaliza a necessidade de revisão do marco regulatório brasileiro, em especial às minor crops”, afirmou Ana Maria Vekic, Gerente Geral de Toxicologia da Anvisa, durante a entrevista coletiva. Ou seja, a dificuldade que persiste, para os agricultores, é a necessidade de combater as pragas quando não há, no mercado, defensivos agrícolas autorizados para a plantação atacada.

“Trata-se de um caso de inconformidade com a legislação e não de alimento contaminado” concorda o diretor da Andef. “Quando o produtor identifica o ataque de pragas à sua lavoura, ele procura os produtos registrados para combater o mal. Mas, e quando não encontra? É preciso dar ao agricultor alternativas eficazes para que cuide de sua lavoura de forma adequada”, diz Eduardo Daher.

Melhores práticas agrícolas
Apesar dos números apresentarem uma evolução nos últimos anos, o resultado do PARA 2012 indica que é preciso continuar os esforços para intensificar o trabalho de educação no campo – tarefa, por lei, dos órgãos do governo federal vinculados aos ministérios do Trabalho e da Agricultura -, levando tecnologia aos produtores de todo o país.

“Mesmo sem ser este nosso papel, estamos mobilizando esforços e recursos para que o agricultor aprimore os cultivos”, afirma Daher. De fato, no ano de 2012, os cursos e treinamento para as melhoras práticas agrícolas promovidos pelas indústrias do setor e entidades parceiras capacitaram e beneficiaram cerca de 6 milhões agricultores.

Fonte: Comunicação Andef/Prole.

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