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Pragas Importadas colocam em risco as lavouras do Brasil.

TATIANA FREITAS

Uma dezena de novas pragas tem reais chances de invadir as lavouras brasileiras nos próximos anos, segundo pesquisadores brasileiros.

Para proteger o campo do risco de um ataque que possa causar prejuízos econômicos ao país, a Embrapa e a SBDA (Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária) listaram os principais candidatos a invasões.

A relação, obtida com exclusividade pela Folha, revela ameaças a diferentes culturas e modelos de produção -da soja à mandioca, de exportadores à agricultura familiar.

A seleção das pragas mais ameaçadoras considerou a probabilidade de ocorrer a invasão e a relevância econômica das plantações que podem ser atacadas, segundo Marcelo Lopes da Silva, pesquisador da Embrapa que participou do estudo.

Ele ressalta, porém, que o número de pragas consideradas quarentenárias -com real possibilidade de entrar no país- é muito maior.

A relação, obtida com exclusividade pela Folha, revela ameaças a diferentes culturas e modelos de produção -da soja à mandioca, de exportadores à agricultura familiar.

A seleção das pragas mais ameaçadoras considerou a probabilidade de ocorrer a invasão e a relevância econômica das plantações que podem ser atacadas, segundo Marcelo Lopes da Silva, pesquisador da Embrapa que participou do estudo.

Ele ressalta, porém, que o número de pragas consideradas quarentenárias -com real possibilidade de entrar no país- é muito maior.

Aumentar a vigilância na fronteira e nos aeroportos é uma das ações preventivas que precisam ser reforçadas, segundo os pesquisadores.

“A quantidade de fiscais não atende à necessidade do Brasil”, diz Cosam Coutinho, diretor do departamento de sanidade vegetal do Ministério da Agricultura. Segundo ele, haverá concurso neste ano para o cargo.

Há também ações de longo prazo. Identificadas as pragas que podem causar mais impactos à agricultura, a Embrapa se dedicará ao desenvolvimento, por meio de melhoramento genético, de sementes resistentes aos invasores, segundo Coutinho.

Silva, da Embrapa, aponta ainda a necessidade de maior agilidade na aprovação de agrotóxicos para novas pragas. “O sistema brasileiro é muito severo e demorado. É preciso ter estratégias especiais para emergências.”

Para ser comercializado, um agrotóxico precisa ser aprovado pelo Ministério da Agricultura, que faz uma análise sobre a eficiência do produto no campo, pela Anvisa, que avalia os riscos para a saúde, e pelo Ibama (ambiente).


Fonte: Folha de São Paulo

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