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Caio Antonio Carbonari* | Edivaldo Domingues Velini**

Para avaliar a utilidade do conceito de Environmental Impact Quotient (EIQ), como um indicador do risco associado ao uso de defensivos agrícolas, é importante analisar previamente algumas informações.

A matriz da produção agrícola brasileira é uma das mais extensas e diversificadas do mundo. Além de alimentos, produzimos grandes quantidades de fibras, bioenergia, matérias primas industriais e serviços ecossistêmicos. Para nos compararmos a outros países em termos de uso de defensivos agrícolas, precisamos ser normalizados pela área cultivada ou total de produtos gerados.

A normalização do consumo de defensivos agrícolas por habitante não é correta pois muitos produtos são exportados e servem de matérias primas para fins industriais. A melhor alternativa para fazer comparações é a adoção de dados em hectares da área que recebeu aplicação ou cultivada, bem como da quantidade produzida (tonelada ou quilo)

De forma recorrente se dá destaque ao fato do Brasil ser o maior consumidor mundial de defensivos agrícolas, a partir do volume de produtos comercializados no mundo. No entanto, se compararmos:

·         O consumo de defensivos agrícolas por unidade de área cultivada, o Brasil ocupa a sétima posição, tendo à sua frente o Japão, Coréia do Sul, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

·         A taxa de consumo pela quantidade de produtos agrícolas produzidos, o Brasil ocupa a 13ª posição, superados também por Canadá, Espanha, Austrália, Argentina, Estados Unidos e Polônia.

Não se pode confundir uso e consumo. O agricultor usa defensivos agrícolas. Se houver resíduos desses nos alimentos, os seus consumidores poderão ingerir defensivos agrícolas. A quantidade usada pelo agricultor não é a mesma consumida pelos consumidores. Portanto, o uso não é sinônimo de consumo.

 

*Professor Adjunto, Faculdade de Ciências Agronômicas – UNESP
**Professor Titular, Faculdade de Ciências Agronômicas – UNESP

Artigo publicado em Abril, edição nº04, Revista Agroanalysis.

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