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Em entrevista, dirigentes analisam cenário do setor de defensivos para 2010.

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Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, João Lammel, presidente do Conselho
Diretor da entidade, e Guilherme Guimarães, Gerente de Regulamentação Federal, concedem coletiva à imprensa, em São Paulo


A Andef concedeu entrevista coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 6, em São Paulo. Durante o encontro, João Sereno Lammel, presidente do Conselho Diretor da Andef, Eduardo Daher, diretor-executivo da entidade, e Guilherme Guimarães, Gerente de Regulamentação Federal, apresentaram as expectativas do setor e esclarecimentos sobre as fiscalizações realizadas nas indústrias de produtos fitossanitários.

De acordo com a previsão, a indústria de defensivos agrícolas no Brasil trabalha com um cenário de recuperação do setor em 2010. As estimativas apontam o crescimento na economia mundial; as dificuldades financeiras apresentadas recentemente por alguns países na Europa não devem se alastrar a outros mercados. Mais positivo para o Brasil é o fato de algumas análises indicarem que o PIB nacional deve crescer algo entre 5% e 6%, portanto situando-se acima da média mundial. ‘A agricultura brasileira, certamente, acompanhará essa perspectiva de alta na economia’, prevê João Lammel.

O impacto da crise de 2008/09 se refletiu, evidentemente, no setor de defensivos agrícolas. ‘As vendas em dólar encerraram o ano com retração de 7%’, afirma Eduardo Daher, com base nos dados fornecidos pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola – SINDAG. Em 2009, as vendas do setor, incluindo as empresas que comercializam os produtos genéricos, somaram US$ 6,62 bilhões, com um volume de 725,6 mil toneladas. ‘A comercialização no setor foi prejudicada por alguns fatores macroeconômicos; tais como: a crise, que afetou todo o mercado mundial e, no mercado interno, a desvalorização do câmbio, já que produtos importantes da agricultura brasileira são cotados em dólar’, afirma Daher.

Cenário favorável ao agricultor

Sob a expectativa de recuperação do setor para 2010, Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, destacou uma importante contribuição dos defensivos agrícolas para a agricultura no país. Os números confirmam uma queda generalizada nos preços destes produtos, favorecendo a relação de troca do agricultor.

O levantamento foi realizado pelo Instituto de Economia Agrícola, IEA, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado de S. Paulo, com apoio da Andef e do Sindag, sindicato que reúne as indústrias do setor. Os resultados podem ser estendidos às outras regiões agrícolas do país, já que o estado de São Paulo responde por aproximadamente 20% de todo o consumo de defensivos agrícolas do país.

Os principais defensivos agrícolas comercializados, em sua maioria, 86,6%, apresentaram decréscimo nos preços correntes em outubro de 2009, quando comparado com agosto de 2009. De um total de 134 produtos pesquisados, em valores correntes, 116 produtos registraram queda nos preços, 17 tiveram aumento e 1 ficou estável.

‘Relação de troca é o quociente entre o preço pago pelo agricultor pela chamada cesta de defensivos e o preço recebido pela cultura. Portanto, quanto menor essa relação, maior será o poder de compra do produtor’, explica Daher. As cestas de defensivos, em outubro de 2009, registraram decréscimo nos preços correntes (entre 0,3% e 18,9%), em relação a outubro de 2008. ‘Tivemos quedas expressivas de preços de produtos para culturas importantes, exemplos da soja, que retraíram 6,3%; do milho, 9,3%; e da laranja 17,5%’.

Esses números refletem uma tendência histórica. A comparação pode ser melhor mensurada a partir do ano de 2003. Em abril de 2009, comparado com o início do período estudado pelo IEA (abril de 2003), os preços corrigidos ficaram, em média, 40% inferiores.

Esclarecimento sobre as fiscalizações nas indústrias

As fiscalizações apontaram não conformidade no uso de componentes (aditivos e ingredientes inertes) utilizados na formulação de alguns produtos. ‘Porém, tais não conformidades são apenas alterações na composição de formulações’, explicou Guimarães. ‘O levantamento feito pela ANVISA não levou em consideração as mudanças para a própria melhoria do processo produtivo, como a substituição de um determinando componente por outro mais moderno, de melhor desempenho e alguns até com menor grau de toxidade’.

Guilherme Guimarães ressaltou que os defensivos agrícolas são registrados após rigorosa avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Ministério da Saúde, através da ANVISA; e do Ministério do Meio Ambiente, através do IBAMA. Lembrou, por fim, que essa tecnologia é imprescindível para a agricultura moderna. ‘A FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, tem alertado para o risco da segurança alimentar frente ao crescimento da população mundial. Não podemos falar em sustentabilidade, se não houver tecnologias que melhorem a produtividade agrícola e, com isso, reduzam os impactos aos recursos naturais’, disse Guimarães.

Assessoria de Comunicação – Andef
Fotos: Orípedes Ribeiro/Andef

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