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Objetivo é ampliar formação e treinamentos de profissionais para aplicação correta de defensivos.

A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) firmaram no último dia 28, durante a 23ª Agrishow, em Ribeirão Preto, parceria para ampliar treinamentos de aplicação de defensivos agrícolas no Brasil. As atividades estão previstas para começar em julho deste ano e serão coordenadas pelo Instituto Agronômico (IAC), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Pasta.

O documento foi assinado no estande da Secretaria na Agrishow pelo secretário Arnaldo Jardim e por Mário Von Zuben, diretor executivo da Andef, com o objetivo de disciplinar a aplicação de agroquímicos. O uso racional desses produtos traz ganhos como mais saudabilidade aos alimentos e maior preservação do meio ambiente.

“Aqui estão reunidas pessoas com consciência e responsabilidade. Com essa assinatura, reafirmamos nossa unidade em torno dessa causa”, apontou o secretário Arnaldo Jardim, adicionando que “é preciso enfrentar o preconceito contra os agroquímicos, acabar com essa demonização da ciência”.

O secretário lembrou que, quando corretamente aplicados, levando em conta as normas estabelecidas e os produtos autorizados, o uso dos defensivos é primordial para a produção agropecuária – ainda mais em uma agricultura feita em clima tropical.

Mário Von Zuben considerou a parceria importante e necessária em tempos de busca pela saudabilidade dos alimentos e preservação ambiental. Para ele, todos os envolvidos na questão dos agroquímicos devem aderir ao programa do IAC. “Apoiamos porque sabemos que é importante para a agricultura brasileira. Se não houver treinamento e capacitação, a tecnologia não alcança seu potencial máximo”, disse.

Ampliando

A ação em tecnologia e segurança na aplicação de agrotóxicos será pioneira no teste de métodos e logísticas. O IAC é o responsável pela criação e execução do projeto, que se inicia com a participação da Andef, mas está aberto ao ingresso de outros parceiros, que poderão ser empresas e associações.

Segundo o pesquisador do IAC e executor do projeto, Hamilton Ramos, para o futuro, deve ser planejado um sistema eficaz de transferência de tecnologia para estruturar a habilitação de aplicadores no Brasil, com propostas como a do IAC, organizadas em diferentes Estados. 

De acordo com o pesquisador, o IAC tem trabalhado para mostrar que grande parte do problema vem do desconhecimento do trabalhador rural em relação ao tripé que compõe uma aplicação adequadamente realizada, composto por boa máquina, bem regulada e operada por trabalhador capacitado. Este conceito é amplamente trabalhado no Programa Aplique Bem, da Arysta, que é desenvolvido pelo IAC desde 2006, e já treinou 50.500 profissionais, em 22 Estados do Brasil e 812 municípios, até março de 2016.

Neste trabalho do IAC, serão realizados cursos teórico-práticos de nível avançado, com duração de 15 dias, sobre os temas ligados à tecnologia de aplicação e segurança no trabalho com agrotóxicos. Haverá também visitas técnicas a empresas ligadas à fabricação e teste de equipamentos de proteção individual (EPI), estações experimentais de desenvolvimento de agrotóxicos e empresas especializadas em ensaios de toxicologia.

O público-alvo é composto por professores de universidades e colégios técnicos, extensionistas e instrutores das diversas instituições envolvidas na transferência de tecnologia. “O público são pessoas que ajam como agentes multiplicadores. Para isso, dependendo do curso, precisam ter pelo menos nível técnico, mas para outros poderá ser exigido nível universitário”, afirma Ramos.

 

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