6. Avaliação das pulverizações

O produto fitossanitário deve exercer a sua ação sobre um determinado organismo que se deseja controlar. Portanto, o alvo biológico a ser atingido é esse organismo, seja ele uma planta daninha, um inseto, um fungo ou uma bactéria. Qualquer quantidade do produto químico (ou agente de outra natureza) que não atinja o alvo não terá qualquer eficácia e estará representando uma forma de perda, assim sendo, observa-se que a eficácia da aplicação está diretamente ligada ao volume chegando no alvo e não ao volume pulverizado. O alvo, portanto, é a região eleita para ser atingida, direta ou indiretamente, pelo processo de aplicação. Diretamente, quando se coloca o produto em contato com o alvo no momento da aplicação e, indiretamente, quando se atinge o alvo posteriormente, pelo processo de redistribuição, que poderá se dar através da translocação sistêmica,
translaminar (mesosistêmica) ou pelo deslocamento superficial do depósito inicial do produto. A fixação pouco exata do alvo leva invariavelmente à perda de grandes proporções, pois o produto é também aplicado sobre partes que não têm relação direta com o controle.

Qualquer que seja o alvo selecionado, o sistema de pulverização deverá ser capaz de produzir a cobertura adequada do mesmo. A cobertura nada mais é do que o número de gotas por unidade de área (ou a porcentagem de área coberta), obtida na pulverização e representa, na realidade, o objetivo final da pulverização. A cobertura ideal deve variar com: 

Quando se faz observações da cobertura, a primeira providência é coletar uma amostra da mesma. Para tanto deve-se ter uma superfície suscetível de ser marcada pelas gotas, seja através de formação de manchas, crateras ou outro fenômeno visível. Uma vez identificado o alvo a ser avaliado, várias formas de amostragem da cobertura proporcionada pela pulverização podem ser utilizadas, como por exemplo:

Importante é salientar que o objetivo da pulverização é promover uma cobertura adequada do alvo selecionado, independentemente do volume de calda utilizado. O volume de aplicação portanto deve ser encarado como conseqüência e nunca como objetivo na regulagem de pulverizadores. Um exemplo de padrão para avaliação da cobertura é apresentado no Quadro 1. 

QUADRO 1: Parâmetros de densidade de gotas aconselháveis para agrotóxicos não sistêmicos ou de baixa translocação.


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