8. Cuidados com o ambiente
8.1 - Controle de deriva
DERIVA, por definição, é o deslocamento da calda de produtos fitossanitários para fora do alvo desejado.
Este fenômeno pode se dar pela ação do vento, escorrimentos ou mesmo volatilização do diluente e do produto. Ele é uma das principais causas da contaminação do aplicador, do ambiente e de insucessos nas aplicações.
TIPOS DE DERIVA

Quando da aplicação de um produto fitossanitário em área total de uma cultura (visando a sua parte foliar), muitas gotas podem passar pela folhagem e atingir o solo, principalmente nas entrelinhas. Outras gotas que atingem as folhas podem se aglutinar de tal maneira que não são mais retidas e escorrem para o solo. Essas perdas internas, isto é, dentro da área cultivada, são denominadas de "Endoderiva" e estão muito ligadas às aplicações de altos volumes e com gotas grandes, que geralmente ultrapassam a capacidade máxima de retenção de líquidos pelas superfícies foliares.
O deslocamento de gotas para fora da área da cultura, causado pela ação do vento e da evaporação da água usada na preparação da calda, principalmente nas gotas de tamanhos menores, é denominado de "Exoderiva". Esse tipo de perda externa, é um dos principais responsáveis pelos prejuízos causados a outras culturas sensíveis e pela contaminação ambiental.
Quando apenas o termo deriva é utilizado, normalmente refere-se a exoderiva.
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8.2 - Causas da deriva
a) Tamanho das gotas: O tamanho das gotas produzidas pelas pontas de pulverização dependem do tipo da ponta, da vazão, pressão, do ângulo do jato e das propriedades do líquido pulverizado.
Quanto menores forem estas gotas, mais sujeitas à deriva serão.
Gotas <100 µm são facilmente carregadas pelo vento e se evaporam muito rapidamente, sofrendo mais intensamente a ação dos fenômenos climáticos. Em aplicações aéreas considera-se um limite mais rígido de 150 µm, devido à maior distância existente entre a máquina e o alvo, bem como à própria turbulência gerada pela aeronave em vôo.
No entanto, é importante reconhecer que a deriva não começa ou para nesses limites de 100 µm ou 150 µm. O potencial de deriva aumenta gradativamente à medida que as gotas se tornam menores que esses diâmetros e, continuadamente, decresce à medida que elas se tornam maiores.
Gotas menores que 50 µm permanecem suspensas no ar indefinidamente ou até a completa evaporação.
b) Condições climáticas: Como nas caldas utilizadas na agricultura, a proporção da formulação é geralmente baixa, o comportamento da pulverização dar-se-á em função do diluente utilizado.
Uma vez que a água é o diluente mais comumente utilizado nas aplicações de produtos fitossanitários, serão aqui discutidos alguns aspectos do comportamento das gotas de água resultantes da pulverização em relação às condições do ambiente no qual elas são lançadas até atingirem o alvo proposto.
Com relação à evaporação, maiores atenções devem ser dispensadas também ao produto a ser aplicado e não apenas ao diluente. Assim, a aplicação de produtos fitossanitários cujo princípio ativo também está sujeito à evaporação, deve ser realizada de maneira bastante criteriosa.
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8.3 - Importância do controle da deriva
O controle da deriva é dever de todo agricultor visto que, além de representar uma fonte considerável de prejuízos, é a responsável pela contaminação do trabalhador e do ambiente.
Para se fazer um controle efetivo, no entanto, é necessário conhecer pelo menos alguns dos princípios básicos da Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários. Vários são os fatores não controláveis nesse processo, mas também vários são aqueles passíveis de serem adequados, para que as perdas se situem dentro de um mínimo aceitável, não interferindo na eficiência dos produtos utilizados.
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8.4 - Cuidados para não contaminar as coleções de água
A aplicação de um produto fitossanitário deve ser planejada de modo a evitar desperdícios e sobras. Para isto, é importante calcular a dose a ser aplicada em função da área a ser tratada.
O que fazer com a sobra da calda no tanque do pulverizador?
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8.5 - Lavagem das embalagens vazias
Como fazer a Tríplice Lavagem
a) Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador;
b) Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
c) Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
d) Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
e) Faça esta operação 3 vezes;
f) Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Como fazer a Lavagem Sob Pressão
Este procedimento pode ser realizado em pulverizadores com acessórios adaptados para esta finalidade.
a) Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
b) Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
c) Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem;
d) A água de lavagem deve ser transferida para o interior do tanque do pulverizador;
e) Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.