2. Escolha do equipamento de pulverização .

A aplicação eficaz de produtos fitossanitários começa na seleção de um equipamento de qualidade e adequado às condições da cultura (tamanho da área, espaçamento de plantio, topografia, distância do ponto de reabastecimento etc.), que proporcione o máximo rendimento ao menor custo. Assim, saber identificar tal equipamento também é um passo muito importante.

2.1 - Pulverizador costal manual 2.4 - Pulverizador tratorizado de barras
2.2 - Pulverizador costal motorizado 2.5 - Turbopulverizador
2.3 - Pulverizador tratorizado com mangueira e pistola de pulverização 2.6 - Pulverização com aeronave

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2.1 - Pulverizador costal manual

Quando da escolha do pulverizador costal manual a ser utilizado, deve-se fazer opção dentre os vários tipos oferecidos pelos fabricantes de pulverizadores. Além do custo a ser considerado, algumas boas características desses pulverizadores também devem ser levadas em conta, tais como:

1. Alças - as alças devem ser largas (> 5 cm) para que o peso do pulverizador se distribua de forma confortável sobre os ombros. Necessitam estar firmemente presas a ambos os extremos do pulverizador e ser facilmente ajustáveis, sem a necessidade de retirar o equipamento das costas do operador. As presilhas que ligam as alças ao tanque não devem estar presas com rebite, pois enfraquecem o tanque e podem ser uma fonte para vazamentos com o desgaste. As alças feitas de material absorvente, tais como lona ou couro, devem ser evitadas, pois não podem
ser facilmente limpas. Assim, os materiais não absorventes como plástico e nylon são os mais apropriados.

2. Tanque - Tanques de polipropileno moldados por sopro são melhores que os moldados por injeção, pois são menos propensos a trincar devido à queda brusca, tal como queda do pulverizador. O desenho do tanque deve permitir que ele se esvazie por completo para evitar sobras de produto fitossanitário no mesmo ou na bomba, após a limpeza recomendada ter sido realizada.

3. Tampa do tanque - o orifício de abastecimento deve ser largo o suficiente para facilitar a operação sem derramamento. Além disso deverá ser de fácil limpeza, possuir um filtro "fundo-de-cesta", com o respiro da tampa protegido contra vazamento.

4. Alavanca - deve-se colocar o pulverizador às costas, ajustar as alças corretamente e verificar se a posição da alavanca permite um curso completo da bomba, a uma velocidade constante. Se a alavanca puder ser trocada do lado direito para o esquerdo, o pulverizador será mais versátil, adaptando-se aos vários tipos de usuários e permitindo revezamento do braço do operador.

5. Mangueiras - recomenda-se que tenham braçadeiras com parafuso de aperto para fixação nos conectores. O fato das braçadeiras poderem ser facilmente apertadas, evitará vazamentos.

6. Lança - o bico deve ser facilmente trocável. Alguns pulverizadores mais baratos podem possuir o bico fixo, que não pode ser substituído, os quais devem ser evitados. O conjunto de válvula de gatilho deve ser facilmente desmontável.

7. Peso - o peso do pulverizador abastecido deve ser inferior a 25 kg para evitar a sobrecarga do operador. O peso dos pulverizadores com componentes plásticos são geralmente menores que o dos pulverizadores com componentes metálicos. De uma forma geral, o pulverizador deve ser o mais leve possível, sem comprometer a resistência.

8. Confiabilidade/durabilidade - a construção do pulverizador deve ser robusta o suficiente para que, com a rotina de cuidados e manutenção, continue operando eficientemente por um mínimo de três safras. Deve requerer o mínimo de manutenção, de forma fácil e com poucas ferramentas. Uma boa prática é checar com outros usuários de pulverizadores quaisquer problemas que eles possam ter tido.

9. Disponibilidade de peças sobressalentes - é aconselhável ter-se um representante próximo, com uma boa quantidade de peças sobressalentes e acessórios.

10. Manual de instruções - O pulverizador deve ser acompanhado por manual de instruções adequadamente ilustrado que contemple normas de segurança, lista de componentes e instruções de operação e manutenção. Tais instruções devem ser escritas de forma fácil de serem compreendidas.

 

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2.2 - Pulverizador costal motorizado

Ao pensar na escolha de um pulverizador costal motorizado em vez de um pulverizador acionado manualmente (como no caso do pulverizador costal
acionado por alavanca), os seguintes pontos devem ser considerados:

Após decidir sobre a necessidade de um "pulverizador costal motorizado" para fazer esse tipo de trabalho, algumas considerações e características devem ser levadas em conta:

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2.3 - Pulverizador tratorizado com mangueira e pistola de pulverização

Para se avaliar a qualidade de pulverizadores tracionados ou montados nos tratores, as seguintes características devem ser observadas:

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2.4 - Pulverizador tratorizado de barras

Para os pulverizadores de barra, utilizam-se os mesmos conceitos de segurança e qualidade discutidos para os pulverizadores de mangueira e pistolas (Item 2.3), no que diz respeito a 'Sistema de acoplamento', 'Segurança do equipamento', 'Sistema de abastecimento' e 'Mangueiras'. Entretanto, aqui, a pulverização é realizada por pontas que se acham posicionadas a distâncias uniformes em uma barra, fixadas por diferentes sistemas. Entre as características comuns às barras de aplicação pode-se citar:

Podem ser encontrados hoje no mercado pulverizadores com barras assistidas por ar. Eles possuem um grande ventilador montado atrás do tanque o qual supre de ar um cone ou um saco de ar montado ao longo da barra sobre os bicos. Uma série de aberturas, que podem possuir diferentes formatos conforme o fabricante, direcionam o fluxo de ar em direção à cultura. Desta forma, espera-se que o fluxo de ar empurre as gotas até a cultura com maior energia e melhore a deposição criando turbulência dentro da planta. Se a assistência do ar é utilizada quando existe relativamente pouca folhagem, o ar reflete no solo e pode ocasionar uma maior deriva por vento. No entanto, em cultivos suficientemente crescidos, a assistência do ar poderá incrementar a deposição pois permitirá a utilização de gotas mais finas, aplicadas com um menor volume de calda e menor risco de deriva.

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2.5 - Turbopulverizador

Os turbopulverizadores são pulverizadores, montados ou tracionados, os quais geram uma corrente de ar para transportar, direcionar e auxiliar no impacto das gotas produzidas por bicos hidráulicos. São utilizados em culturas arbóreas, uma vez que estas culturas freqüentemente têm copas grandes e densas, com formas variando na estrutura e enfolhamento durante as estações do ano. Isso faz com que uma energia adicional deva ser adicionada à pulverização para assegurar uma cobertura dentro e na superfície do alvo; razão pela qual se utiliza da assistência do ar.

Assim como para os pulverizadores de barra, os turbopulverizadores também utilizam os mesmos conceitos de segurança e qualidade discutidos para os pulverizadores de mangueira e pistolas (Item 2.3), no que diz respeito a 'Sistema de acoplamento', 'Segurança do equipamento', 'Sistema de abastecimento' e 'Mangueiras'. Entretanto, algumas características lhes são peculiares.

Os bicos na barra de pulverização se acham posicionados em distâncias uniformes, fixados por diferentes sistemas. O formato, normalmente em arco, e o comprimento da barra variam conforme o modelo do pulverizador mas, em todos eles, é posicionada na saída do ventilador.

Os turbopulverizadores caracterizam-se por possuir um ou mais ventiladores, cuja função é produzir o fluxo de ar que irá transportar as gotas dos bicos até o alvo. A energia para a movimentação dos ventiladores pode ser fornecida ou pela TDP ou por um motor próprio do pulverizador. Quando a energia é fornecida pela TDP, o eixo cardan é normalmente ligado a outro eixo que movimenta uma caixa de engrenagens ligada ao ventilador, através de uma série de correias em "V". Algumas opções de polia podem ser fornecidas pelo fabricante visando alterar a velocidade do ventilador e conseqüentemente o volume de ar gerado. Em qualquer situação, é importante se observar que o sistema ventilador-bomba pode consumir uma grande quantidade de potência do trator para seu acionamento, sendo muito importante portanto uma correta adequação do mesmo.

Todo ventilador é dotado de um dispositivo desligador do ventilador, para ser utilizado durante o abastecimento, agitação da calda durante o trabalho e também na utilização do equipamento para aplicação com o uso de lanças. A finalidade deste dispositivo é reduzir o consumo de potência em qualquer das situações citadas.

No Brasil, dois principais tipos de ventiladores são utilizados: de fluxo axial e radial. Nos ventiladores de fluxo axial, o ventilador move o ar paralelamente ao eixo do ventilador e, com o auxílio de defletores, expele o ar na forma de um leque perpendicular à direção de caminhamento da máquina, passando pela barra de bicos em direção ao alvo. Os ventiladores de fluxo axial movimentam grande volume de ar a baixa pressão e baixa velocidade. O fato de girar o ar 90º reduz consideravelmente a sua eficiência. Em alguns turbopulverizadores, as pás do ventilador podem ser ajustadas para alterar o fluxo de ar. Os defletores podem ser de simples escoamento ou de duplo escoamento. Os defletores simples em geral
apresentam maior concentração de ar nas partes baixas, causada pelo fechamento da boca de saída na parte inferior do defletor. Nos defletores duplos, o ar da parte inferior do ventilador é desviado, criando um escoamento de ar complementar que reforça a parte superior do jato. Esse defletor é utilizado quando se necessita atingir o ponteiro de plantas altas. Nos ventiladores de fluxo radial, as hélices do ventilador impulsionam o ar diretamente em direção ao alvo, passando pela barra de bicos. Este tipo de ventilador é capaz de movimentar o ar a grandes velocidades, no entanto, a velocidade do ar ao longo da cortina formada é bastante desuniforme. É menos comum em turbopulverizadores que o axial.

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2.6 - Pulverização com aeronave

O avião agrícola nada mais é que uma máquina aplicadora como qualquer outra, porém apresenta particularidades, não apenas por ser uma máquina que voa, mas pelas características dinâmicas que conferem ao sistema de aplicação. Segundo Cunha (2000), as características consideradas desejáveis em um avião agrícola, devem ser:

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