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Ciência em prol da alimentação mundial.

*Mário Von Zuben

Nas últimas décadas, a globalização fez com que o agronegócio em todo o mundo entrasse em um permanente estado de alerta. No Brasil não é diferente. Uma das atividades mais pujantes do país vem sofrendo, safra após safra, com perdas relacionadas a novas pragas nas lavouras. São prejuízos bilionários, que impactam o produtor rural e podem até prejudicar o fornecimento de alimentos no País.

O cenário é preocupante e exige cuidados redobrados com a segurança de nossas fronteiras. Para garantir a defesa agropecuária brasileira é preciso investir em políticas efetivas de combate à entrada de pragas exóticas, um trabalho preventivo de fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras secas. Um desafio de proporções continentais, mas que precisa ser encarado de frente.

Uma vez em território nacional, as pragas exóticas atacam as plantações sem serem incomodadas, já que muitos organismos não encontram predadores no Brasil. Neste caso, a única alternativa é o tratamento das lavouras com defensivos agrícolas. O problema é quando os produtos necessários não estão registrados no País.

Sendo assim, é preciso garantir maior agilidade na aprovação de novas tecnologias, já que as pragas não esperam os burocráticos processos regulatórios vigentes no Brasil. Em um agronegócio moderno e profissionalizado, que gera bilhões de dólares em divisas ao país todos os anos, é preciso unir agilidade e rigor científico.

Os defensivos agrícolas são parte importante de um pacote tecnológico que ajudou a transformar a agricultura brasileira nas últimas décadas. Graças à tecnologia aplicada em nossas lavouras, conseguimos ampliar a produção de alimentos sem expandir a área plantada. Para os próximos anos, o desafio é produzir ainda mais, com tecnologia e sustentabilidade, para alimentar um planeta com 9 bilhões de habitantes.

De acordo com especialistas existem, atualmente, ao menos 150 pragas invasoras com potencial para atacar lavouras em algum ponto do Brasil. Não há, portanto, nenhuma dúvida em relação à importância de uma política de defesa agropecuária forte e eficiente, capaz de proteger o maior patrimônio do País. Não seria exagero dizer que se trata de uma questão de segurança nacional.

Nos últimos 40 anos, o Brasil passou de importador a grande produtor mundial de alimentos. Neste mesmo período, as empresas associadas à Andef desenvolveram inúmeros produtos fundamentais para o crescimento do agronegócio brasileiro. E nesses mesmos laboratórios, neste momento, estão sendo pesquisadas as novas tecnologias que, ao proteger as lavouras do ataque de pragas, doenças e ervas daninhas, farão com que o Brasil aumente ainda mais a sua produção nos próximos anos.

É importante lembrar que os defensivos agrícolas registrados no Brasil são totalmente seguros – tanto para o agricultor quanto para o consumidor final, quando utilizados as recomendações técnicas. Essa garantia é dada pelo Governo Federal, através dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Meio Ambiente, por meio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), e da Saúde, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avaliam de forma criteriosa um novo produto antes de liberar a sua comercialização.

*É engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios pela Universidade de Calgary, no Canadá, e diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

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