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América Latina e Caribe buscam consenso para o desenvolvimento sustentável

Entre os dias 7 e 9 de setembro, foi realizada a Reunião Regional, em Santiago, Chile, preparatória para a Conferência Rio+20. Agências das Nações Unidas apresentaram um documento que propõe estratégia para a Conferência que será realizada no Rio de Janeiro, Brasil, em junho de 2012.

Autoridades e representantes de 28 países da América Latina e Caribe, especialistas internacionais e membros da sociedade civil começaram na sede da CEPAL em Santiago, Chile, os debates para entrar em acordo sobre uma posição comum para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Em seus debates, os delegados examinaram os avanços alcançados e as lacunas que ainda persistem na região com relação ao cumprimento dos diversos compromissos do desenvolvimento sustentável assinados a nível mundial e formularão propostas para a Conferência global.

180 milhões de pessoas na pobreza

Nos últimos 20 anos, constata-se nos países da região uma redução das pessoas em situação de pobreza e uma diminuição da desigualdade na distribuição de renda, assim como um aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da superfície de áreas protegidas e o êxito na eliminação do consumo de sustâncias que destroem a camada de ozônio. Entretanto, muitos progressos ainda são tímidos ou relativos: os níveis de pobreza e extrema pobreza da região ainda se mantêm elevados (180 milhões de pessoas em 2010) sem ter se fechado ainda a lacuna existente em relação aos países desenvolvidos. Ainda há mais de 100 milhões de habitantes que vivem desabrigados e muitos sem acesso a serviços básicos e sem um adequado atendimento à saúde.

Entre 1990 e 2006 registrou-se uma redução do número de pessoas que sofrem com a fome, porém este fato foi interrompido com a crise alimentar de 2007-2008 e com a crise econômica de 2008-2009, não tendo se recuperado até agora.

Por outro lado, na América Latina e Caribe a intensidade energética tem baixado muito lentamente com relação a outras regiões do mundo e, ainda que entre 1990 e 2009 a proporção de áreas marinhas e terrestres protegidas na região tenha se duplicado, registra um compromisso crescente com a conservação da biodiversidade – esta continua sendo ameaçada pelas atividades humanas em todos os níveis.

O estudo acrescenta que a mudança climática representa um novo desafio para o desenvolvimento da região. Excluídas as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) provenientes da mudança do uso do solo, a região proporciona somente 8% das emissões globais. Entretanto, os impactos esperados a partir de 2050 são significativos sobre a agricultura, como efeitos associados a fenômenos meteorológicos extremos, com fortes repercussões socioeconômicas, especialmente na América Central e no Caribe.

Entre as linhas estratégicas, o documento aponta para a necessidade de alinhar as políticas de proteção social, da diminuição de riscos à segurança humana e do aumento da qualidade de vida com atividades econômicas de menor impacto ambiental; dar maior visibilidade aos custos ambientais e sociais das decisões econômicas; desenvolver políticas baseado em um processo mais participativo e melhor informado; e fortalecer a educação, a ciência e a tecnologia com a finalidade de construir capital humano para a sustentabilidade.

Finalmente o estudo indica que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) representa uma oportunidade de reflexão para que os países da região tomem medidas e estabeleçam acordos para avançar em direção a um modelo de desenvolvimento que assegure as necessidades de hoje sem comprometer os recursos e possibilidades das gerações futuras.

Da mesma maneira, o relatório chama a atenção dos países desenvolvidos e em desenvolvimento para que fomentem os trabalhos conjuntos, no marco de uma efetiva aliança global, a ser definida no Rio de Janeiro em 2012, com vistas a conseguir avanços substantivos direcionados à sustentabilidade do desenvolvimento.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

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