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Entregas de agrotóxicos estão antecipadas, afirma Andef

O volume de defensivos agrícolas entregues nos primeiros seis meses do ano poderá superar, ineditamente, o resultado da distribuição feita no segundo semestre, de acordo com a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

“A sazonalidade da compra foi antecipada, pois o produtor está preocupado com o câmbio e os preços espetaculares da soja e do milho”, afirmou o diretor-executivo da entidade, que reúne as maiores fabricantes de agrotóxicos no País, Eduardo Daher.

Entre janeiro e maio, as vendas de agrotóxicos totalizaram R$ 3,7 bilhões no País, ou 36% a mais do que no mesmo período de 2011. “26% se devem à influência do câmbio nos preços. Mas, com o dado de junho, o primeiro semestre deve ter crescido, seguramente 10% sobre 2011”, disse Daher.

Como os defensivos agrícolas são sempre o último insumo a ser comprado (após sementes e fertilizantes), as encomendas se concentram no segundo semestre (a relação com o primeiro é de 68% para 32%, respectivamente).

“O produtor comprou antecipado, também, para evitar a fila no Porto de Paranaguá. Aprendeu que quem bebe primeiro, bebe mais limpo”, acrescentou o líder da Andef.

Agora, para o segundo semestre, a palavra de ordem é “cautela” para as indústrias, embora a palavra “otimismo” embale o ano inteiro, segundo ele.

Cenário, projeções

Daher prevê crescimento de até 8% para o mercado de agrotóxicos, que faturou US$ 8,4 bilhões em 2011 no Brasil. As quatorze empresas associadas à Andef trabalham com perspectiva de 6%. De qualquer forma, há uma revisão sobre as expectativas iniciais de 2012, que eram de 3% a 5% – o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agricola (Sindag) ainda considera estes números. “Mesmo com perda de 20% no câmbio, vamos ter um ano fácil”, regozija-se Daher.

O otimismo está ligado à escalada de preço das principais commodities agrícolas (soja e milho), provocada pelas quebras de safra sul e norte-americanas no decorrer do ano. A soja corresponde a 45% do mercado de agrotóxicos no Brasil, enquanto o milho está ligado a algo entre 10% e 15%.

“É um excelente momento de preço e demanda no mercado internacional”, reforçou Daher. “No caso do milho, o Brasil saiu, a uma velocidade excepcional, da condição de importador para a de exportador”, acrescentou.

Quanto ao impacto da desvalorização do câmbio sobre a comercialização de defensivos agrícolas, Daher fez menção ao produtor rural, que vem sentindo os efeitos finais desse movimento.

“Boa parte da matéria-prima é importada, então encarece [com a valorização do dólar ante o real]. Mas as relações de troca continuam favoráveis ao agricultor”, afirmou, defendendo que o campo está capitalizado o suficiente para sustentar a alta de preço.

“Quando o preço vai bem, tudo vai bem: o tratamento com a colheita, a tecnologia empregada, a produtividade. A tendência, com os preços das commodities elevados, é que haja maior cuidado com as lavouras.”

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