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Evento no Espírito Santo reuniu cerca de 250 pessoas.

Um debate denso em informações técnicas e uma mostra ampla de como funciona a aviação agrícola deram o tom do Dia de Campo do programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) ocorrido na manhã do último dia 15, em Aracruz/ES.

O evento ocorreu na sede da empresa Aeroverde Aviação Agrícola e reuniu cerca de 250 pessoas, de 15 instituições como CREA/RS, Sociedade Espírito-santense de Engenheiros Agrônomos (SEEA), EMBRAPA, Ministério da Agricultura, Assembleia Legislativa, Secretarias Estaduais de Agricultura e de Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Agricultura, Universidade Federal do Espírito Santo e outras. A promoção foi do CAS e da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), em parceria com a SEEA, CREA/ES e Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG).

O Dia de Campo deve a palestra do professor João Paulo Cunha, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e um dos coordenadores técnicos do CAS, sobre as técnicas utilizadas para dar precisão às aplicações áreas, a legislação e qualificação exigida do pessoal envolvido nas operações. Ele apresentou também os passos para obtenção do selo do CAS (em seus três níveis de certificação).

O Dia de Campo teve ainda uma simulação de aplicação aérea com mostra dos equipamentos utilizados e a colocação papéis hidrossensíveis (que indicam onde cai o líquido aplicado) para constatar a precisão da faixa pulverizada.

MESA REDONDA
O fechamento foi com uma mesa redonda envolvendo os agentes de fiscalização, técnicos e representantes do setor aeroagrícola e dos agricultores, para debater as iniciativas para proibir ou restringir o setor no Estado. Houve uma boa participação do público e foi lamentada a ausência do Ministério Público Estadual (MP/ES), que também havia sido convidado para o evento.

E o resultado foi a criação de um grupo de trabalho para promover ações de esclarecimento sobre o setor aeroagrícola junto a órgãos de governo do Estado e debater na Assembleia Legislativa iniciativas que visem a restringir ou mesmo proibir o setor. Aliás, por parte do Legislativo Estadual, os deputados Janete de Sá (PMN) e Freitas (PSD) devem chamar os representantes do setor para uma audiência pública sobre a questão. Os debates envolveram também a necessidade de fiscalização e maior clareza sobre as atribuições de cada órgão.

ROTEIRO PELO PAÍS
Os Dias de Campo do CAS devem percorrer até o final do ano as principais regiões produtoras do País. O encontro da próxima sexta-feira será o segundo de uma programação que começou em janeiro, em Regente Feijó/SP. A ação prevê mais seis encontros com palestra, demonstrações e debates sobre a o setor aeroagrícola.

CERTIFICAÇÃO e FROTA
O CAS é o primeiro (e até agora o único) programa de certificação no mundo voltado especificamente para segurança operacional e ambiental em aviação agrícola. A realização é da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), de São Paulo, e a coordenação está a cargo de três universidades públicas: as Federais de Lavras (UFLA) e Uberlândia (UFU), de Minas Gerais, e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), de Botucatu/SP. O CAS conta ainda com o apoio da ANDEF e do SINDAG.

O Brasil tem a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, com mais de 2 mil aviões (atrás apenas dos Estados Unidos, que tem cerca de 5 mil aeronaves). Trata-se de um setor de tecnologia de ponta e pessoal altamente qualificado. E, mesmo já sendo o único meio de pulverização com legislação específica no Brasil, o programa CAS (que tem adesão voluntária) já abrange 37% das empresas aeroagrícolas nacionais – 87, em um universo de 232.

*Fotos: Fabrício Leite

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