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Pesquisador avalia a necessidade de maior agilidade na aprovação de defensivos.

Um grupo de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) defende ações preventivas para o combate de novas pragas nas lavouras. Isso porque existe hoje uma maior necessidade de agilidade na aprovação de defensivos para o combate aos invasores. Tanto é que um levantamento inédito realizado pela Embrapa e pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) mostra as dez pragas exóticas que podem invadir as lavouras brasileiras a qualquer momento, trazendo prejuízos aos produtores e risco de redução na oferta de alimentos. A seleção levou em conta a probabilidade de ataques e a relevância econômica das culturas para o país. De acordo com o pesquisador Marcelo Lopes da Silva, é necessário aumentar a segurança na fronteira e nos aeroportos, especialmente às vésperas de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

O pesquisador avalia a necessidade de maior agilidade na aprovação de defensivos agrícolas para as novas pragas, já que o sistema brasileiro é muito severo e demorado. Para Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), é preciso planejamento para evitar perdas, como no caso recente da helicoverpa armigera. Outra dificuldade apontada por especialistas e que agrava ainda mais o problema é a rapidez com que as pragas se deslocam. Um bom exemplo é a monília do cacaueiro, doença que até 2010 afetava apenas as lavouras situadas à Oeste da Cordilheira dos Andes, mas que hoje está atacando plantações de cacau no Peru, Equador e Colômbia, já do lado Leste dos Andes.

Pelas projeções, a praga pode chegar ao Brasil em dois anos. No material a seguir, as dez pragas exóticas que assombram os produtores no Brasil. Um exemplo foi a nova espécie de praga nas lavouras de milho, que mobilizou pesquisadores da Embrapa a desenvolverem ações emergenciais para o seu controle. Trata-se da Helicoverpa armigera, muito próxima de uma espécie mais comum e já conhecida pela maioria dos agricultores, a lagarta-da-espiga, ou Helicoverpa zea. As ocorrências de maior severidade desta praga foram registradas no Oeste da Bahia, causando perdas elevadas na produtividade.

Na avaliação do pesquisador Ivan Cruz, do Núcleo de Pesquisa em Fitossanidade da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), as diferenças entre as duas espécies são muito sutis, não são facilmente separadas visualmente. De acordo com ele, a Helicoverpa armigera é muito severa em países da Ásia, África e Austrália e tem como hospedeiros as culturas de milho, soja, algodão, sorgo granífero, painço, girassol, cereais de inverno (trigo, aveia, cevada e triticale), linhaça, grão-de-bico, feijão e culturas hortícolas, como cerejas, tomate, pepino e frutas cítricas.

Fonte: A Gazeta

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