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Apesar da expectativa do órgão para 2010, a oferta ainda deve ser adequada.

Após dois anos consecutivos de máximas recordes, a produção global de trigo pode cair significativamente em 2010, na medida em que produtores optam por outras culturas. Contudo, os estoques amplos de anos anteriores devem garantir uma oferta adequada, afirmou Abdolreza Abbassian, secretário do Grupo Intergovernamental para Grãos, vinculado à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).

Há reservas suficientes para suprir a demanda, apesar de uma queda na produção, afirmou ele. Segundo estimativas da FAO, os estoques globais do cereal devem alcançar 183,5 milhões de toneladas até junho de 2010, alta de 28% em relação aos últimos dois anos. Em resposta aos preços elevados, houve um grande aumento no plantio de trigo em 2008. A produção mundial da commodity deve atingir 678,6 milhões de toneladas em 2009, acima das 625,5 milhões de toneladas em 2007.

Contudo, Abbassian afirmou que as reservas e um declínio nos preços estão levando os agricultores, em países como os Estados Unidos, a cultivar outras safras, incluindo milho e soja. ‘É muito cedo para dar uma previsão, mas a produção global de trigo deve ser menor em 2010’, acrescentou ele.

Na semana passada, no Fórum de Perspectivas Agrícolas, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou uma queda de 12% na produção norte-americana na comparação anual, para 1,945 bilhão de bushels, e de 9% na área de plantio, para 53,8 milhões de acres. Segundo analistas, produtores do Mar Negro também estão propensos a produzir menos cereal neste ano, à medida que enfrentam extensos estoques.

Abbassian disse ainda que, com base em condições climáticas normais, um recuo na produção de trigo pode não ter impacto significativo nas ofertas. Todavia, preocupações persistem em razão de chuvas e temperaturas irregulares nos últimos anos. Ele afirmou que o padrão climático no final deste ano será crucial, particularmente para o arroz. Grande parte do excedente comercializável de arroz é produzido na Ásia e depende de chuvas de monções. As informações são da Dow Jones.

Agência Estado

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