Você está aqui: Home / Imprensa / Notícias / Ferrugem e percevejo ameaçam soja

Produtor deve ficar atento ao controle.

Clima está favorável ao surgimento de pragas e doenças na leguminosa.

O mês de janeiro chegou ao fim como um dos mais chuvosos dos últimos anos. Além do grande volume acumulado no mês, vale ressaltar os eventos de chuvas fortes em curto espaço de tempo, condições que favorecem a compactação e a erosão do solo. A temperatura esteve ligeiramente acima da média histórica. Nesta última semana, uma massa de ar quente se estabeleceu sobre o Estado, mantendo a temperatura elevada, sobretudo as máximas, que ficaram acima dos 30 graus em praticamente todas as localidades. As chuvas ocorreram em forma de pancadas localizadas à tarde e o maior volume foi registrado em Barretos (120 milímetros).
O solo está em nível de saturação em Barretos, Garça, Itapeva, Presidente Prudente, São Carlos, Sorocaba e Votuporanga. Nos demais municípios, a rápida queda da umidade foi causada pela redução das chuvas e a elevada taxa de evapotranspiração, que ficou acima de 4 milímetros em decorrência do forte calor.
Cuidados.As condições de tempo têm sido favoráveis ao desenvolvimento da soja em Cândido Mota, Itapeva e Campinas. Entretanto, com a elevada umidade e o calor, aumentam os riscos de doenças fúngicas. Somente nesta segunda quinzena do mês, surgiram seis casos de ferrugem asiática no Estado, todos no sudoeste, Pontal do Paranapanema. Os sojicultores devem ficar atentos também ao percevejo-da-soja, que ataca as lavouras na fase de formação das vagens.
A boa disponibilidade de água no solo, temperaturas elevadas e pouca nebulosidade favoreceram os canaviais de Piracicaba, Jaú e Ribeirão Preto, mantendo elevada a taxa de crescimento, favorecendo o acúmulo de biomassa.
As pastagens também se beneficiam da boa umidade do solo e do calor, mantendo-se com a máxima taxa de crescimento.
A redução do volume de chuvas favoreceu o manejo e os tratos culturais das frutíferas, como a pulverização contra fungos e doenças nos bananais de Registro, Sete Barras e Cajati e nos tomateiros de Ribeirão Branco.
O tempo mais seco favoreceu também as atividades de colheita do figo em Indaiatuba e Valinhos, da manga em Monte Alto, da uva em São Miguel Arcanjo e Pilar do Sul, da mandioca em Presidente Prudente, do amendoim em Ribeirão Preto e Jaboticabal, do limão e da goiaba em Taquaritinga, do pêssego em Avaré e a extração do látex em Fernandópolis e São José do Rio Preto.

&quote;

Fonte: Ana Maria H. de Ávila – O Estado de S. Paulo de 02/02/2010, Suplemento Agrícola. Ana Maria H. de Ávila é pesquisadora do CEPAGRI/UNICAMP. Mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br.

 

ANDEF. Avenida Roque Petroni Júnior, 850 . 19º andar . Torre Jaceru . Jardim das Acácias . CEP: 04707-000 . Tel.: 55 (11) 3087-5033 - (Mapa) Desenvolvido por UAU!LINE.