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Com perspectiva de boas safras, agricultor opta por melhores tecnologias

A safra 2011/2012 do Brasil terá grande qualidade, se depender das compras de insumos agrícolas realizadas neste ano. A procura por sementes melhores deve crescer mais de 5%. Com a alta nos preços do milho e da soja na safra 2010/2011, a corrida por defensivos, fertilizantes e sementes para a safra de verão foi antecipada pelos produtores brasileiros, que estão mais capitalizados. Além de investir mais na compra de agroquímicos, os agricultores apostaram principalmente no incremento de tecnologias às suas lavouras.

No caso dos defensivos agrícolas, por exemplo, levantamento realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), em maio último, mostrou que os produtos chamados especialidades representaram 58% das vendas, e as demais por produtos genéricos. Em 2009, as especialidades tiveram uma fatia seis pontos percentuais menor, de 52%. ‘Quando o produtor está mais capitalizado, ele opta pela especialidade. São produtos mais novos, em geral, com tecnologia superior. Em períodos de dólar em baixa, que prejudicam as exportações e tornam os ganhos de produtividade decisivos, os produtos de ponta passam a ser ainda mais atraentes ao agricultor’, afirma Ivan Amâncio Sampaio, gerente de informação do Sindag.

‘O agricultor sabe fazer contas como ninguém na hora de planejar sua produção’, afirma Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). ‘Ele toma a decisão a partir de análise criteriosa, por exemplo, quando usar uma semente própria do paiol, um híbrido de ótima qualidade genética ou uma variedade transgênica. No caso dos defensivos, ninguém decide por ele quando lhe convêm usar o genérico, em geral um pouco mais barato na aquisição, ou a especialidade, que oferece um valor agregado melhor’.

De acordo com o diretor da Andef, o que deveria preocupar os dirigentes governamentais, sim, é a lentidão do número de registro de agroquímicos modernos, à disposição dos agricultores brasileiros. ‘O país está diante de pragas persistentes e novas que vêm infestando as lavouras – pelo menos, dez novas pragas já detectadas pelos pesquisadores. É necessário ter agilidade para não perder a competitividade no mundo globalizado da produção de alimentos, fibras e energias renováveis’, afirma Daher. ‘É preocupante o risco de a simplificação do atual rigor científico remar contra a maré das exigências cada vez maiores de qualidade e segurança dos alimentos requeridos pelo mercado e consumidores’ alerta.

Fonte: Comunicação Andef, com informações do DCI

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