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Ações de Marketing devem ser intensificadas no setor.

O Brasil tem qualidade e competitividade no agronegócio, não apenas no antes e dentro das porteiras das fazendas, mas também na qualidade do seu marketing. O setor de insumos, serviços, bens de produção, mídia e criação voltados ao campo atuam em termos globalizados em alto nível, mas o vácuo ainda é o marketing da produção agropecuária para a cidade. José Luiz Tejon, coordenador do Núcleo de Agronegócio da ESPM chama a atenção para o tema, afirmando que este resultado é o reflexo da falta do marketing no agronegócio.
No final do ano passado, o setor acompanhou e Tejon participou como jurado, da XVI Mostra da ABMR&A de Comunicação em Marketing Rural e Agronegócio. Lá, o público pode sim conhecer belas peças e casos, desde campanhas institucionais até mídia alternativa, mas sob o ângulo do marketing originado no agronegócio e voltado aos centros urbanos, os exemplos ainda são poucos, apesar das campanhas de Comunicação da Agropecuária da ÚNICA – o etanol, e o Rally da Safra mostrarem um belo show.  “Presto muita atenção no aspecto da criação quando observo estas campanhas. E desta vez eu prestei mais atenção ao conteúdo ou as expressões publicitárias utilizadas nas peças que hoje temos no mercado. É comum observarmos certa concentração “modal”, nos criativos, como uma tendência da maioria. As exceções são exatamente aqueles que conseguem surpreender, avançando no tempo e abrindo novos caminhos criativos”, diz Tejon.

Neste campo de observação, o professor enfatiza fortes concentrações de argumento do conteúdo criativo nas sínteses da comunicação:

1 – MAIS, MAIS, MAIS.
Uma série de peças trazem em abundância o MAIS: Fazer mais, fazendo mais, mais ação, mais do que., mais resultados, mais vendidos, é muito mais. Mais forte, mais produtividade, mais benefícios etc. É MAIS, trata-se de um dos superlativos campeões no conteúdo criativo das peças publicitárias.

2 – MELHOR, NOVO.
A segunda leva de superlativos vem carregada do “melhor”, adjetivada pelo novo e inovador na sua maioria.  A melhor tecnologia, o novo capítulo, você faz melhor, colhe o melhor do campo, o melhor da vida, evoluiu, a nova geração, a nova molécula, exclusividade etc é MELHOR E NOVO.

3 – SUCESSO, SUPERAÇÃO
A terceira carga das expressões mais observadas nas peças vem com a promessa do sucesso, do êxito, do líder, do máximo que supera: além, muito além, tecnologia que surpreende, potencializador de safras, turbinada ao máximo, carga máxima, o sucesso de uma grande colheita, compromisso-olho do dono, você no controle, o terminador eficaz, o único que mata na hora, líder, um passo a frente etc é o SUCESSO, SUPERAÇÃO, MÁXIMO, LÍDER.

4 – REVOLUÇÃO, DESAFIO
O quarto contingente de abordagens publicitárias traz a “paixão sem limites”, quem usa aprova, a revolução dos fosfatados, produto revolucionário, “revolution”, combinação eficaz, isso é real-teste, pode esperar porque a hora vai chegar, esta é a bandeira etc é O REVOLUCIONÁRIO DESAFIADOR.

5 – TRADIÇÃO E CLÁSSICOS
O que seria uma tônica no passado, a segurança, a tradição, o clássico ainda é presente, mas perde de longe para os quatro blocos anteriores, na força das expressões persuasivas observadas: escolha segurança, tranqüilidade, diferentes desafios a mesma solução, raízes no Brasil, cultura produtiva, estar preparado, sem riscos, sem medo de perder, onde tem lagarta tem prejuízo, o fim das lagartas, confiança, respeito  etc. É A TRADIÇÃO, O CLÁSSICO, O SEGURO.

“A demanda do ramo pela novidade, pela inovação e pela brutal competição de custos e de resultados pressiona as organizações na busca dessas promessas e na entrega das mesmas. O que precisa servir de alerta aos criativos é uma revisão das expressões, das artes e das abordagens para fugirmos do terror das potenciais “mesmices” que costuma configurar ondas publicitárias copiáveis instintivamente uns dos outros”, destaca José Luiz Tejon.
Com sua observação no mercado, Tejon analisa hoje que apesar dos progressos, desde o ponto de vista de tecnologia e diversidade de mídias, é necessário ressaltar que já houve épocas com mais “marketing” dentro da agronomia e da veterinária, que executam a gestão dentro das empresas. “Talvez estejamos agora no início de uma nova era de profissionais de marketing oriundos de outros segmentos. Virão aprender e reavivar a criação do ramo. Para usar algo do agronegócio, trata-se da sempre sagrada “hibridação”, o choque de sangue que revigora e dá nova sensação em tudo”, destaca o professor
José Luiz Tejon, além de Coordenador do Núcleo de Agronegócio da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) é um estudioso de Marketing e Gestão Empresarial. Escritor, com 27 livros publicados e mais de 500 mil exemplares vendidos, Tejon é articulista em revistas e comentaristas das radios Eldorado e Transamérica.  Presidente da TCA Internacional, com sedes em Roma, Israel e China. Administrador com especialização em marketing pela Pace University, Harvard e MIT, nos Estados Unidos, e em liderança pelo Instituto Insead, na França. Atual doutorando em Ciências da Educação, pela Universidad de La Empresa – no Uruguai.

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Fonte: Redação Folha Rural

 

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