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As perspectivas para a agricultura brasileira são favoráveis nos próximos dez anos.

O setor tem de continuar melhorando a produtividade, avalia a FAO em relatório sobre as tendências globais para o período 2016-­2025. A demanda nos mercados doméstico e internacional crescerá com uma mudança maior para produtos nos quais o país é especialmente competitivo, como carnes, milho, soja e açúcar.

Como o Brasil continuará a ser a mais importante fonte de expansão agrícola no mundo, a FAO diz que é essencial continuar melhorando a produtividade dos cultivos e da pecuária mais intensiva de maneira sustentável. Além disso, é preciso manter custos competitivos em nível internacional, o que passa por avanços na logística e infraestrutura de transportes.

A projeção da FAO aponta aumento de 7% na demanda brasileira de cereais entre 2016­-2025. Mas, em termos per capita, a expectativa é de o crescimento declinar 1%. Já a demanda por ração pode avançar até 34% no período, com a maior procura por proteínas animais.

Ainda segundo a FAO, o Brasil deve se tornar o maior produtor mundial de soja até 2025, com 135 milhões de toneladas, ou 30% do total global. A maior parte do crescimento virá de área em expansão, com 11 milhões de hectares adicionais alocados para a soja. A produtividade pode crescer mais de 10% no período. O Brasil, que já o maior exportador mundial de soja, aumentará de 38% para 43% sua fatia nas vendas globais da oleaginosa em dez anos.

Conforme projeção, o país deverá se tornar o segundo maior exportador de algodão, expandindo a produção em 38%, sobretudo pela melhora do rendimento. Já para a produção de milho, a FAO projeta a mais rápida taxa de crescimento entre os cereais, de 27% entre 2016-­2025. A maior parte da produção adicional será usada para ração, mas as exportações vão aumentar de 19% para 22% do comércio mundial da commodity.

No caso do setor de carnes, a previsão é que pode crescer 25%, com 6,228 milhões de toneladas adicionais, sendo 60% de carne de frango e 25% de carne bovina. Esses segmentos, diz a FAO, beneficiam­-se do baixo preço de ração, por conta da elevada oferta de grãos.

Conforme a agência da ONU, o Brasil elevará as exportações de todo tipo de carnes, e deve tornar­-se o primeiro exportador mundial de carnes bovina e de frango. A produção de carne suína será destinada principalmente ao mercado interno.

O país deve manter a posição de maior produtor e exportador mundial de açúcar. Continuará a ser também um dos maiores produtores de etanol ao lado dos EUA. A projeção é que o Brasil eleve em 25% sua produção de etanol nos próximos dez anos, graças sobretudo à demanda interna. O trigo deve continuar a ser um dos produtos mais consumidos no país, seguido por arroz, enquanto milho e forrageiras serão mais usados para ração de animais.

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