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Sempre ouvimos falar em segurança alimentar, mas em quesitos sanitários e biológicos.

*Carlos Cogo

Mais recentemente, uma nova designação tem sido usada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO): a segurança alimentar significa que as pessoas podem produzir suficientes alimentos, ou comprá-los, para satisfazer suas necessidades diárias a fim de levar uma vida ativa e saudável.

A crise mundial de alimentos, ocorrida em 2007-2008, decorreu de uma abrupta queda da produção e estoques globais que, consequentemente, gerou uma alta histórica nos preços de produtos como: trigo, milho, arroz e soja. Entenda a questão: ao dividirmos a produção de grãos de um país pelo seu número de habitantes, se o resultado ficar abaixo de 250 Kg/pessoa/ano (ou 0,25 tonelada), isso significa insegurança alimentar. Países abaixo dessa linha são obrigados a importar alimentos. E é cada vez maior o número de países importadores, em todos os continentes. O crescimento da população, da classe média e da renda, sobretudo nos países da Ásia, como China e Índia, amplia exponencialmente o consumo de alimentos diversificados, em especial de proteína animal.

Nesse contexto, a missão do Brasil está definida: suprir o mundo de alimentos. Já estamos em um nível de segurança elevado. Com a produção de 207 milhões de toneladas de grãos em 2015 e população de 206 milhões, nosso patamar atingiu uma tonelada de grãos por habitante. O montante é suficiente para alimentar quatro vezes a nação.

A população mundial atual de 7,3 bilhões tem disponível 0,4 tonelada de grãos/habitante. Essa relação é de duas toneladas nos Estados Unidos, mas de apenas 0,2 na Índia e na África e de 0,4 na China. China e Índia têm, juntas, 36% da população do planeta, porém, sem terras agricultáveis para crescer.

O Cadastro Ambiental Rural está praticamente finalizado e confirma que o Brasil dispõe da maior área agricultável disponível no planeta, com boa oferta de água e enorme potencial de expansão da produção de grãos. Utilizamos apenas 9% do território para produção e nos consolidamos como maiores exportadores globais de soja, carne bovina, frango, açúcar e café. Hoje, 20% do território são pastagens que acomodam um rebanho de 215 milhões de bovinos. Ou seja, temos apenas 1,3 bovino/hectare. Um avanço considerado modesto, para dois animais por hectare, libera nada menos do que 60 milhões de hectares de áreas agricultáveis para produzir grãos, carnes, frutas e cana, para alimentar bilhões de pessoas nas próximas décadas.

*Carlos Cogo é consultor em agronegócios.

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