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O micro coleóptero, ocorre com mais intensidade em plântulas que estão emergindo

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Esta praga vem provocando danos em várias lavouras. Trata-se de um micro coleóptero de hábitos noturnos que inicia seu ataque após as 15 horas. É muito rápido e difícil de se detectar. Por seu voo ligeiro, na Costa Rica é chamado de avionito ou pulga saltona pelos agricultores. Seu ataque inicia quando as plântulas estão emergindo. Raspa e suga as folhas, injetando uma substância que talvez seja para facilitar o processo. Essa raspagem tem uma ação letal à cultura, matando as plantas com idade de até 25/30 dias, com três a quatro folhas. A partir daí, as plantas resistem ao seu ataque porém demonstram um desempenho ruím, retardando o seu crescimento e favorecendo as ervas daninhas.
A praga ocorre com mais intensidade em plantios próximos de matas ou em áreas recentemente desmatadas, quando se aplica herbicidas dessecantes ou se faz a queima com fogo. Em geral, tem preferência pelas ervas daninhas, porém com a eliminação destas, ataca a cultura que estiver a sua frente. A primeira vez que fiz contato com essa praga foi no ano de 2003, na Costa Rica. Fui solicitado por nosso distribuidor Juan Pablo Ratana, para acompanhá-lo no atendimento a oito reclamações de má germinação de sementes, nas províncias de San Carlos e Monte Rey. Quando lá chegamos, logo vimos que não se tratava de problemas com a semente, mas de outro muito mais sério.
Buscamos as universidades e institutos locais para que nos informassem o nome da praga e ninguém a conhecia. Somente tivemos resposta a nossa inquietude quando encaminhamos o material para o Serviço de Defesa Sanitária dos Estados Unidos da América. Posteriormente, em 2004, deparei-me outra vez com essa praga no México, no Estado de Campeche, infestando lavouras de milho e melancia. No Brasil, a primeira vez que encontrei-a foi em 2005, na propriedade do Sr. Carlos Monteiro, no Bico do Papagaio (TO), próximo a Imperatriz (MA). Em 2006, a ocorrência foi em Dourados (MS); em 2007, no Vale da Ribeira, Floreal e Cunha, em São Paulo. Em 2008, no município de Araguaina (TO), Ibiá e Bom Repouso, em Minas Gerais. Em 2010, na região de Alta Floresta (MT). E por último, em 2011, no município de Planaltina (DF), na propriedade do Sr. Aramis Beltrano.
Amplamente cosmoplita, a praga está se tornando muito agressiva e causadora de danos quase totais nos plantios onde vem ocorrendo. Seu controle é simples com qualquer piretróide, porém os danos, nesse caso, possivelmente já foram muito grandes. O melhor manejo se consegue com inseticidas sitemáticos aplicados no tratamento das sementes, que proporcionem proteção até 25 dias antes da emergência, tal como o Cruizier. Para isso, é necessário o uso de sementes puras para facilitar o tratamento na indústria ou na hora do plantio. Fiquemos atentos a essa nova ocorrência, o Alticinae clirysomelidae é uma ameaça para as nossas pastagens e cultivos, e deve ser detectado logo no início da emergência das plantas. Após 25 a 30 dias da germinação, a praga costuma desaparecer, ficando apenas os danos na cultura.

Fonte: Landry Loesch – Engº Agrº Wolf Seeds

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