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Eduardo Daher observa o cenário atual do agronegócio e destaca Fórum Inovação.

Nos últimos dez anos, o agronegócio foi responsável por 27% do PIB nacional, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea. O avanço que a agricultura brasileira experimentou nos últimos anos está prestes a entrar em uma nova fase, na qual não faltarão desafios, como indicam os números da economia global e seus impactos na conjuntura brasileira. O fator-chave para superar as condições que se apresentam desfavoráveis está na nova Revolução Verde, tema no qual o Brasil tem força competitiva reconhecida mundialmente.

Durante a primeira Revolução Verde, ao longo da década de 70, liderada por Norman Borulaug, o Brasil ainda era dependente do mercado internacional, inclusive importador de alimentos. Passados 40 anos, atualmente só não exportamos mais comida do que os Estados Unidos. A Revolução Silenciosa do campo aconteceu pela necessidade de o país se tornar independente e deu certo porque, além de incluir a ocupação e abertura do Cerrado, teve forte embasamento em tecnologia. O País passou a adotar fertilizantes, sementes certificadas, modernos defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos, que garantiram maior produtividade.

A agropecuária, sem dúvida, incorporou ganhos nos indicadores do desenvolvimento sustentando. Entre eles, vale destacar: a) alavancagem das exportações e do saldo na balança comercial; b) a robustez agregada ao PIB, que avançou da décima posição, em 2003, para a sétima maior economia mundial, em 2010; c) no campo social, vem se constituindo pólo de atração de trabalhadores às cidades rurais, onde se instalam agroindústrias de alimentos; d) segundo a Embrapa, entre 1970 e 2010, o preço real dos alimentos caiu pela metade – as colheitas mais fartas ocorrem graças à revolução tecnológica no campo; e) o dinamismo tanto dos elos “antes da porteira” – pesquisa e extensão do Conhecimento ao campo, “dentro” – a adoção, cada vez mais, de tecnologias pelo agricultor diante dos ganhos de produtividade; e “fora da porteira” – agroindústrias que encostam suas fábricas ao lado das fazendas e assim mitigar o peso do custo logístico -, provocam desdobramentos geradores de melhorias socioeconômicas regionais.

Portanto, o conjunto das novas tecnologias, uma ampla melhoria dos sistemas de logística que reduzam drasticamente o Custo Brasil e reestabelecer a confiança ao produtor rural são premissas para garantir o crescimento de 40% que o agronegócio brasileiro necessita até 2050 para tornar-se o principal fornecedor de alimentos. Esta é meta apontada pela Organização Mundial para Agricultura e Alimentação, FAO, capaz de atender 9 bilhões de pessoas habitando o mundo em meados do século 21. Esta foi a reflexão que originou o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos (/www.forumagriculturaealimentos.org.br).

Todos os anos, entre os dias 10 e 17 de Outubro, a FAO promove a Semana Mundial da Alimentação, celebrada em 150 países. Para marcar a data no Brasil, a entidade lançou, em 2009, conjuntamente com a ABAG, Associação Brasileira do Agronegócio, e ANDEF, Associação Nacional de Defesa Vegetal, o I Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável. Agora, em 2013, a iniciativa ganha destaque especial quando completa sua 5ª edição, a realizar-se 10 de outubro próximo. Na capital de São Paulo.

No encontro, diversas entidades apresentarão propostas, numa ampla agenda que contribua para o desenvolvimento sustentável do Brasil de modo a atender o apelo lançado pela FAO de erradicar a fome miséria. Surge, assim, o compromisso com A FAO, definido como DESAFIO 2050. Sua missão é buscar alimentar um mundo de nove bilhões de pessoas, em 2050, é um desafio que só podemos enfrentar trabalhando juntos. Dispondo o melhor da nossa Ciência; garantindo o desenvolvimento sustentável e em parcerias, reunindo forças inovadoras e dinâmicas com diferentes setores da sociedade.

*Diretor da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef

Fonte: Agroanalysis | Setembro | Ed.: 09 | Vol. 33

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