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Se o próximo representante for um brasileiro, será um justo reconhecimento.

O Brasil é um dos poucos países, entre os grandes produtores agrícolas mundiais, cuja competitividade é capaz de superar o desafio de prover, nas próximas décadas, a demanda de alimentos, fibras e energia sem prejuízo aos recursos naturais. Tais conclusões, que ressaltam de estudos e declarações recentes de representantes da Organização das Nações Unidas, ONU, reforçam todo um clima internacional favorável a que o Brasil assuma o comando da FAO nos próximos anos.

Criada em 1945, ao término da Segunda Guerra Mundial, a entidade recebeu a missão de cuidar “deste grande setor que representa as granjas, as florestas, e as pesqueiras do mundo, e das necessidades que têm os seres humanos de seus produtos”. Ao longo de sua história, a FAO teve que se adaptar aos novos tempos e desafios.

Em 1996, durante a Cúpula Mundial sobre a Alimentação (CMA), os países participantes fixaram a meta de reduzir pela metade, até 2015, o número de pessoas subnutridas no planeta. Lamentavelmente, problemas conjunturais e de gestão impedem que a meta possa ser atingida no tempo previsto. Houve, a conspirar contra os objetivos da FAO, a grave crise financeira internacional e o elevado preço dos alimentos na maioria dos países.

O número de pessoas subnutridas no mundo, de acordo com a FAO, em 2009, chegava a 915 milhões.  A situação é mais grave na Ásia e no Pacífico (642 milhões) e na África Subsahariana (265 milhões). O Brasil, apesar de evidentes melhorias sócio-econômicas nas duas últimas década, ainda integra o mapa da fome: 6% da população sofrem de desnutrição, o que representa 12 milhões de pessoas. 

Este é o cenário que espera, em 2011, o novo diretor geral da FAO e seus 190 estados membros. Se ele for um representante do Brasil, será um justo reconhecimento pois nenhum outro país encontra-se tão preparado para interagir com os diversos mundos – do países ricos ao mais subdesenvolvido, na Ásia e na África.

Os trabalhos de pesquisa com alimentos por instituições como a Embrapa, Fundação Mato Grosso (MT) e Instituto Agronômico (SP), entre outras, além das inovações tecnológicas que impulsionam a produtividade e possibilitam, ao mesmo tempo, o menor uso de recursos naturais – terra, água e energia -, demonstram o conhecimento dos problemas e as soluções já encontradas internamente.

Enfim, tais exemplos, que ganham destaque e admiração muitas vezes mais no Exterior do que no próprio país, conferem ao Brasil, toda a credibilidade para conduzir, a partir de agora, as políticas internacionais de segurança alimentar e sustentabilidade.

Eduardo Daher, 60, é economista pela FEA/USP, pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP e diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef.

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