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A ciência contribui para o avanço da agricultura brasileira. 

*Mário Von Zuben

Proteger a agricultura brasileira e ajudar a construir um planeta sustentável: esta é a missão da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), entidade que representa as indústrias que atuam em pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas no país. São empresas que investem fortemente em ciência e inovação e que contribuem para o constante desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

A inovação tecnológica liderada pelas empresas associadas à Andef fez com que defensivos agrícolas mais eficientes fossem desenvolvidos nas últimas décadas. Produtos mais modernos têm propiciado reduções progressivas nas doses aplicadas nas lavouras brasileiras.

Com o uso das novas tecnologias, reduziu-se em mais de 80%, em média, a dose de herbicidas, fungicidas e inseticidas por área. Por exemplo, se na década de 1980 eram necessários 2 kg (dois quilogramas) de determinado produto para cada hectare para que uma praga fosse combatida, hoje, com a inovação, os produtos mais modernos sugerem a dosagem de 0,02 kg, ou dois gramas, para combater os mesmos alvos.

Os defensivos agrícolas são parte importante de um pacote tecnológico que ajudou a transformar a agricultura brasileira nas últimas décadas. Graças à tecnologia aplicada em nossas lavouras, conseguimos ampliar a produção de alimentos sem expandir a área plantada. Para os próximos anos, o desafio é produzir ainda mais, com tecnologia e sustentabilidade, para alimentar um planeta com 9 bilhões de habitantes.

Nos últimos 40 anos, o Brasil passou de importador a grande produtor mundial de alimentos. E todos os dias são pesquisadas novas tecnologias que, ao proteger as lavouras do ataque de pragas, doenças e ervas daninhas, farão com que o Brasil aumente ainda mais a sua produção nos próximos anos.

Além dos longos testes realizados pelas indústrias, os novos produtos ainda são rigidamente avaliados por três órgãos do Governo – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente; e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde. É importante lembrar que os defensivos agrícolas registrados no Brasil são totalmente seguros – tanto para o agricultor quanto para o consumidor final.

Investir na Ciência do país é garantir a produtividade no campo. Hoje, o Brasil é um dos principais fornecedores mundiais de grãos, carnes, fibras e biocombustíveis, deixando para trás a imagem de importador de alimentos básicos.

*Mário Von Zuben é engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios pela Universidade de Calgary, no Canadá, e diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

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