Você está aqui: Home / Imprensa / Notícias / Plano Safra 2012/2013

Andef analisa números divulgados pelo Governo para a agricultura brasileira

O Plano SAFRA 2012/13, divulgado quinta-feira em Brasília/DF, pela presidenta Dilma Roussef e pelo ministro da agricultura, Mendes Ribeiro Filho, teve como ponto alto os baixos juros e também a intenção (mesmo que não diretamente no Plano SAFRA) do governo brasileiro em voltar a investir e estimular a “extensão rural”. A opinião é do diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher.

Em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, Daher destacou, primeiramente, a apresentação extremamente profissional do ponto de vista de conteúdo e forma do Plano SAFRA em Brasília. Ele destacou que o volume total de recursos para a agricultura, de R$ 115,2 bilhões, é importante, “mas mais importante que a quantidade é a qualidade dos juros”. Observou que do montando total, R$ 93,9 bilhões são em financiamentos com taxa de juros controlada, de 5,5% ao ano. “Esses juros no mercado internacional são normais, mas não eram normais para os padrões brasileiros”, salientou. “Para um país que tinha os maiores juros do mundo, essa é uma boa notícia.”

Eduardo Daher manifestou como importantíssima a garantia do governo brasileiro de que vai voltar o investimento em extensão rural. “Isso foi um grande destaque do Plano”, pontuou. “Isso dá espaço à assistência técnica, à difusão de boas práticas agrícolas”, tendo em vista que não basta garantir acesso ao produtor à tecnologia, se não forem acompanhados os tratos culturais. “Temos de apoiar a Emater, a Embrapa, o IAC, entre outros tantos”, citou Daher. “Claro que isso não será imediato, mas o importante é que agora tem uma vontade política declarada”, comemora.

Ainda sobre volume de recursos, Daher afirmou que os agricultores brasileiros estão cada vez menos dependentes do crédito rural, contando mais com recursos próprios, lidando melhor com mercado futuro e com a indústria de fertilizantes. “No Mato Grosso, por exemplo, os produtores já compraram 90% do necessário de fertilizantes para a safra de verão”, afirmou. E em grande parte, ao invés de buscar crédito governamental para se financiar e comprar insumos, o produtor antecipa a venda de parte de sua safra para isso, se protegendo inclusive de oscilações cambiais, já que o custo dos produtores em fertilizantes e defensivos depende do dólar.

Mas sobre o crédito rural do governo, Daher demonstrou preocupação de que seja constantemente acompanhado para ver se ele está chegando rapidamente ao produtor. Reitera que o Plano é muito bom e atende aos anseios da agricultura, com os R$ 87 bilhões para custeio e comercialização e R$ 28 bilhões para investimento. Porém, nessa parte de investimento, alerta para o fato de que o Brasil é “pouco agressivo” nos recursos para infraestrutura e logística. “Você produz muito, com produtividade e qualidade, e na hora que colhe muitas vezes não tem estradas adequadas, armazéns, portos, ferrovias…”, comenta Daher. Ou seja, há espaço para uma melhor distribuição desses investimentos pelo que o país precisa para escoar sua produção, e para isso é preciso inclusive de maior volume financeiro. “Seria fundamental, por exemplo, um programa forte de armazenagem nas propriedades rurais”, concluiu.

Fonte: Agência Safras

ANDEF. Avenida Roque Petroni Júnior, 850 . 19º andar . Torre Jaceru . Jardim das Acácias . CEP: 04707-000 . Tel.: 55 (11) 3087-5033 - (Mapa) Desenvolvido por UAU!LINE.