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Leia esclarecimentos sobre traços do fungicida em suco de laranja brasileiro

Posicionamento sobre traços do fungicida Carbendazim em suco de laranja

Tendo em vista as notícias a respeito da detecção do fungicida carbendazim em lotes de suco de laranja exportados do Brasil para os Estados Unidos, a Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef, e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola, Sindag, vêm a público esclarecer o que segue.

1. A Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), suspendeu temporariamente as importações de suco de laranja, no dia 10 de janeiro último, ao serem detectados traços de carbendazim em embarques oriundos do Brasil. Dias depois, 16.01, a FDA anunciou que testes realizados em três embarques do suco não detectaram nenhum resíduo do fungicida.

2. É importante salientar que quando um defensivo agrícola é registrado, independentemente do país, recebe para cada cultura aprovada um Limite Máximo de Resíduos (LMR). Esse limite pode variar de país para país, de região para região e depende de vários fatores como: cultura, clima, biodiversidade, dose, época de aplicação, etc., sempre obedecendo as boas práticas agrícolas do país/região.

3. Um produto registrado no Brasil para determinada cultura, necessariamente pode não ser registrado para essa cultura em outro país e vice-versa. Existem inúmeros casos de produtos registrados, por exemplo, nos Estados Unidos para uma cultura e registrados para a mesma cultura no Brasil em função, principalmente, das variações de clima, culturas e da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas.

4. Todos os defensivos agrícolas comercializados pelas associadas da Andef e do Sindag são regulamentados e devidamente registrados no Brasil pelos órgãos governamentais: Agência Nacional da Vigilância Sanitária, Anvisa; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, IBAMA; e Ministério da Agricultura. O ingrediente ativo carbendazim está registrado no Brasil para citrus – para o combate ao fungo “pinta-preta”, comum em pomares de laranja – e diversos outros cultivos, entre os quais: algodão, arroz, feijão, maçã, milho, soja e trigo.

5. Vale destacar que o carbendazim é utilizado na agricultura mundialmente: é aprovado em mais de vinte países, entre eles Inglaterra, Japão, Espanha, Alemanha e Canadá- neste, ressalte-se, o LMR tem 10 mh/kg – o dobro da tolerância adotada no Brasil (o LMR regulamentado no país é de 5,0 mg/kg; conforme consta em www.anvisa.org.br, item Monografias Autorizadas).

6. Segundo a FDA, amostras cujas análises estiveram abaixo de 10 Partes Por Bilhão (PPB), serão permitidas no país. Vale destacar, ainda, que a Agência de Proteção Ambiental, EPA, dos Estados Unidos, considera que mesmo com até 80 PPB o suco “não suscita quaisquer riscos para a saúde dos consumidores”.

7. O Brasil tem a produção citrícola mais competitiva do mundo. Em 2010, o país colheu cerca de 20 milhões de toneladas da fruta, mais que o dobro dos Estados Unidos, segundo maior produtor, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA. Também é o maior produtor de suco industrializado, com 1 milhão de toneladas, perto de 60% da produção mundial de 1,9 milhão de toneladas, seguido pelos Estados Unidos, com 600 mil toneladas de suco.

8. A indústria de defensivos agrícolas no Brasil apoia inequivocamente o papel das agências nacionais e internacionais de regulamentação com base no rigor científico. O setor cumpre integralmente com todos os requisitos legais vigentes para a garantia da competitividade agrícola e da qualidade dos alimentos produzidos.

São Paulo, 18 de janeiro de 2012

Associação Nacional de Defesa Vegetal, ANDEF
www.andef.com.br

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola, SINDAG
www.sindag.com.br

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