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Andef divulga posicionamento da indústria de defensivos agrícolas sobre o PARA

Posicionamento sobre o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA

A Associação Nacional de Defesa Vegetal, ANDEF, e suas associadas apóiam o permanente monitoramento de resíduos dos alimentos por parte dos órgãos governamentais. Somada às iniciativas de empresas dos setores da indústria e do comércio de alimentos, tais análises são importantes para garantir a saúde dos consumidores brasileiros e as boas práticas agrícolas.

Entre os programas de monitoramento de resíduos em alimentos realizados no país, destacam-se o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA, e o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, PARA, coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde.

É fundamental esclarecer à população que os resultados apresentados pelo programa PARA, da Anvisa, nesta quarta-feira, 6 de dezembro, não devem desestimular a população a consumir frutas e verduras, um hábito saudável e recomendado por todos os nutricionistas e médicos.

No monitoramento da Anvisa, observa-se que a grande maioria das inconformidades se refere ao uso de agrotóxicos não registrados para determinadas culturas. Isso ocorre quando o agricultor utiliza um determinado defensivo registrado para o tomate, por exemplo, para combater uma mesma praga que ataca o pimentão – mas que não dispõe do mesmo registro. Há alguns anos, a legislação autorizava este manejo, porém atualmente impede o agricultor de fazê-lo.

Associadas da ANDEF já apresentaram diversos projetos que visam estender o registro de agrotóxicos às culturas de hortaliças (chamadas “minor crops”), hoje não atendidas. No entanto, os processos aguardam a regulamentação da Instrução Normativa 01/10, dos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, que disciplina a matéria. A publicação dessa medida, sem dúvida, contribuirá para minimizar consideravelmente as inconformidades hoje divulgadas.

Em relação às culturas nos quais foram identificados resultados acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR) é necessário esclarecer que, no geral, os valores de inconformidade obtidos, de 1,7%, são baixos e igual aos encontrados em programas de monitoramento em países onde se pratica uma agricultura de escala. E mais: é muito importante destacar que, dos 18 alimentos analisados pela Anvisa, em 8 culturas não ocorreu nenhuma inconformidade (zero %) – entre eles, por exemplo, alface, batata, cenoura e o pimentão. Este fato mostra um uso racional e correto de defensivos como preconiza a boa prática agrícola.

Esses dados do PARA estão em linha com o programa de monitoramento de resíduos, PNCRC, do Ministério da Agricultura, divulgado dia 14 de novembro: segundo a análise do órgão, em 17 culturas, das 790 amostras, 734 (índice de 92,9%) estavam dentro dos padrões de qualidade.

De todo modo, a ANDEF acredita que os monitoramentos realizados são úteis para reforçar a importância do treinamento contínuo dos agricultores para as boas  práticas agrícolas, essas práticas incluem a aplicação dos defensivos agrícolas seguindo as recomendações do receituário agronômico e da bula e o uso de EPIs(equipamento de proteção individual). As associadas da ANDEF vêm desenvolvendo – em parceria com universidades, sindicatos rurais e cooperativas do agronegócio – inúmeros cursos, dias de campo e treinamento sobre tecnologia de aplicação e o uso dos EPIs.  Em 2010, foram capacitadas 3.427.168 pessoas. Somadas os últimos cinco anos, alcança-se o resultado marcante de 7.384.858 pessoas positivamente impactadas.
 

07 de dezembro de 2011
Associação Nacional de Defesa Vegetal – ANDEF

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