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Evento em SP, reuniu cientistas e pesquisadores para comentar sobre o assunto.

Pesquisadores se reuniram nesta quinta-feira, em São Paulo, para alertar o perigo iminente da entrada de novos invasores nas lavouras brasileiras, que podem causar prejuízos bilionários e problemas de abastecimento no país. De acordo com Evaldo Vilela, da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária, o aumento no número de turistas no Brasil durante o período dos grandes eventos pode facilitar o trânsito de pragas entre países. Por isso, segundo o pesquisador, é preciso um maior rigor por parte das autoridades nas avaliações de potencial de impactos e riscos de novas pragas.

“Ninguém imaginava que a helicoverpa apareceria no Brasil. Pois ela apareceu e já causou um prejuízo de 2 bilhões de dólares aos produtores brasileiros”, diz Vilela, chamando a atenção para o fato de existirem outros 150 invasores com potencial para atacar lavouras em algum ponto do Brasil. Desses, 12 têm chances reais de chegar de alguma forma ao país. Hoje, com a abertura de estradas como a Rodovia Interoceânica, é possível viajar de Lima, no Peru, a São Paulo, numa jornada de seis dias a bordo de um ônibius. Nessas viagens, alimentos são transportados, aumentando as chances de contaminação.

Ainda de acordo com Evaldo Vilela, existe um risco real da entrada de novas pragas no Brasil nos próximos anos. Ela cita o exemplo da monília do cacaueiro, doença que até 2010 afetava apenas as lavouras situadas à Oeste da Cordilheira dos Andes, mas que hoje está atacando plantações de cacau no Peru, Equador e Colômbia, já do lado leste dos Andes. Pelas projeções de pesquisadores do Ceplac, a praga pode chegar ao Brasil em dois anos. A monília é uma enfermidade devastadora. Muito pior que a vassoura-de-bruxa, que já arrasou plantações na Bahia no passado.

A indústria de defensivos, por sua vez, se mostrou preocupada com a falta de agilidade no processo regulatório brasileiro. Para Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), é preciso maior agilidade no processo de aprovação de novos produtos e tecnologias. “Hoje as aprovações são demoradas, por isso é preciso agilidade no planejamento”, afirma o executivo.

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