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Uma dezena de pragas exóticas ameaça a agricultura e a economia do país.

Pelo menos uma dezena de pragas exóticas poderá entrar no país nos próximos anos. As consequências serão desastrosas. A afirmação é de Aldo Malavasi, professor aposentado de genética da USP e diretor da Moscamed.

As consequências são diminuição de produção, contaminação maior e perda de mercado externo.

As perdas ficam para os produtores. Eles têm custos mais elevados, ao ter de utilizar novos químicos e em quantidade maior, e sofrem com a queda na produção.

Mas o país também perde porque aumentarão as barreiras comerciais devido às novas pragas.

Malavasi diz que essas novas pragas entram com facilidade nas fronteiras brasileira. Um dos motivos é a omissão do Ministério da Agricultura na fiscalização.

Esse problema existe também em outros países, mas, quando ocorrem, existe um sistema de detecção efetivo. Ele cita Nova Zelândia, Chile e Estados Unidos, onde a preocupação com a biossegurança é grande.

Malavasi diz que o país necessita de uma reforma radical da defesa vegetal. Caso contrário, o país continuará tendo a entrada de uma praga a cada dois anos. Elas podem vir de África, Venezuela, Paraguai e outros países.

O Ministério da Agricultura diz que tem 28 postos nas fronteiras, com equipes que atuam permanentemente. Mas não é possível cobrir toda a extensão dos limites do Brasil, em razão das proporções continentais do país.

Não há omissão e não é possível a segurança absoluta, diz o ministério. Os esforços estão nos pontos críticos.
Pesquisadores, especialistas e governo se reúnem amanhã em São Paulo para discutir o assunto.

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