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Entre os vencedores, projetos que visam ampliar a sustentabilidade agrícola

Noite da premiação (a partir da esquerda): Fabio Rubio Scarano, diretor-executivo da Conservação Internacional; Denise Maria Guimarães Freire, orientadora do projeto vencedor; Mateus Gomes de Godoy, autor do projeto; Olga Lima Tavares Machado, integrante da equipe do projeto; e André Dias, presidente da Monsanto do Brasil.
Noite da premiação
(A partir da esquerda): Fabio Rubio Scarano, diretor-executivo da Conservação Internacional; Denise Maria Guimarães Freire, orientadora do projeto vencedor; Mateus Gomes de Godoy, autor do projeto; Olga Lima Tavares Machado, integrante da equipe do projeto; e André Dias, presidente da Monsanto do Brasil.
Crédito: Fabio Tieri / Divulgação Monsanto

Os primeiros colocados do 2º Prêmio Agroambiental Monsanto foram anunciados na noite de ontem em cerimônia realizada no Centro Brasileiro Britânico, na capital paulista. “O prêmio estimula soluções para demandas importantes para a humanidade, como o desafio de produzir mais com menos. Precisamos construir pontes que unam a academia, a agricultura e o terceiro setor. O Prêmio Agroambiental Monsanto é uma celebração dessa união de esforços”, afirmou André Dias, presidente da Monsanto do Brasil, na abertura do evento.

Na categoria pesquisador, o primeiro lugar ficou com Mateus Gomes de Godoy, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autor do trabalho “Produção de Lipase Microbiana e Destoxificação Simultânea de Rejeitos Agroindustriais”. “É importante que empresas privadas também invistam em pesquisa e reconheçam o trabalho feito no meio acadêmico. É muito legal ver que seu projeto tem perspectivas”, disse Godoy ao final do evento de premiação.

Entre os estudantes, o vencedor foi Leandro de Oliveira Feitosa, da Universidade de Sorocaba (SP), com o projeto “Avaliação da Genotoxicidade de Formulações de Micropartículas Poliméricas Contendo Herbicidas Visando Aplicações no Agronegócio”. “Ações privadas como a da Monsanto são  muito importantes para as universidades que querem desenvolver trabalhos. Todos os projetos apresentados nessa noite são importantes não apenas para a pesquisa, mas para toda a sociedade”, destacou Feitosa.

O diretor executivo da ONG Conservação Internacional, Fabio Rubio Scarano, definiu o Prêmio Agroambiental como um momento enriquecedor. “Toda agricultura é para ser sustentável. Se não for sustentável, não é agricultura”, afirmou durante palestra apresentada no evento.
 
A comissão julgadora foi formada por Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia); José de Sampaio Góes, engenheiro agrônomo e diretor de Meio Ambiente da Sociedade Rural Brasileira; Marcos Buckeridge, professor de Fisiologia Vegetal do Departamento de Botânica da USP e diretor Científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol; Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor sênior de Política Ambiental da Conservação Internacional do Brasil; e Silmar Teichert Peske, professor titular da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

“Os trabalhos têm como objetivo promover a sustentabilidade, seja pelo reaproveitamento de subprodutos tóxicos como corretivos de solo, seja pelo desenvolvimento de soluções que evitam o uso de agroquímicos. São evidentes nas propostas enviadas os benefícios econômicos e ambientais. É um avanço no caminho da sustentabilidade”, destaca Paulo Gustavo do Prado Pereira, da CI Brasil. Os primeiros colocados foram contemplados com viagens nacionais ou internacionais, de acordo com a categoria, e um notebook.

Sobre o concurso:
O Prêmio Agroambiental Monsanto foi lançado em 2008, com o objetivo de reunir e estimular o desenvolvimento de propostas sustentáveis para a agricultura, inéditas no Brasil e ainda não utilizadas comercialmente.

Para incentivar a produção acadêmica e o desenvolvimento de novas idéias, o prêmio contemplou duas categorias – pesquisador e estudante – e levou em conta soluções agrícolas inovadoras, de olho nas gerações futuras e na demanda mundial por alimentos e pelo uso eficiente dos recursos naturais.

As inscrições para a terceira edição do Prêmio Agroambiental Monsanto devem começar no primeiro semestre de 2012.
           
Confira o resultado final do Prêmio:

Categoria pesquisador
* Primeiro lugar: “Produção de Lipase Microbiana e Destoxificação Simultânea de Rejeitos Agroindustriais”
Autor: Mateus Gomes de Godoy
Equipe: Olga Lima Tavares Machado
Orientadora: Denise Maria Guimarães Freire
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Doutorado em Bioquímica, Rio de Janeiro/RJ
Comentário Júri: “O trabalho usou fermentação no estado sólido com um fungo a partir de resíduo de mamona. O processo destoxifica o resíduo, permitindo sua utilização por produtores na nutrição animal, além de produzir lipases, enzimas com potencial para a produção de biodiesel.”
  
* Segundo lugar: Desenvolvimento de Sistemas de Liberação para Herbicidas Triazínicos Utilizando Nanopartículas Poliméricas para Aplicações no Agronegócio
Autor: Renato Grillo
Orientador: Leonardo Fernandes Fraceto
Instituição: Universidade Estadual de Campinas, Mestrado em Biologia Funcional e Molecular, Campinas/SP
Comentário Júri: “O trabalho mostra uma aplicação prática da nanotecnologia, com a obtenção de excelentes resultados, favorecendo a diminuição da quantidade necessária do princípio ativo, o que acarreta inúmeros benefícios para a sustentabilidade do agronegócio.”

* Terceiro Lugar: Aplicação de Bactérias Diazotróficas como Alternativa para a Redução da Adubação Nitrogenada na Cana-de-Açúcar
Autor: Willian Pereira
Equipe: Guilherme de Souza Hipólito e Segundo Urquiaga
Orientadora: Veronica Massena Reis
Instituição: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Mestrado em Agronomia – Ciência do Solo, Seropédica/RJ
Comentário Júri: “A importância do trabalho reside na possibilidade de fixação biológica do nitrogênio em uma planta não pertencente à família das leguminosas. Este avanço reduz a aplicação de nitrogênio na lavoura de cana-de-açúcar, a principal cultura para a produção de bioenergia no país, com consequentes benefícios econômicos e ambientais.”
  
* Menção honrosa: “ARAquá – Software para Avaliação de Risco Ambiental de Agrotóxico”
Autor: Diego Augusto de Campos Moraes
Equipe: Adriano Wagner Ballarin, Jayme Laperuta Filho e Roberto Antonio Colenci
Orientador: Claudio Aparecido Spadotto
Instituição: Unesp – Universidade Estadual Paulista, Mestrado em Agronomia – Irrigação e Drenagem, Botucatu/SP
Comentário Júri: “O software projetado é uma inovação interessante na avaliação de risco ambiental, por sua capacidade de adaptação às condições diferenciadas de clima, recursos hídricos e solos. Poderá ser um instrumento relevante de monitoramento da qualidade ambiental de paisagens produtivas.”
  
* Menção honrosa: Caracterização e Uso de Subproduto da Indústria de Alumínio como Adsorvente de Contaminantes Inorgânicos e Amenizante de Áreas Contaminadas
Autor: Enio Tarso de Souza Costa
Orientador: Luiz Roberto Guimarães Guilherme
Instituição: Universidade Federal de Lavras, Pós-Doutorado em Ciência do Solo, Lavras/MG
Comentário Júri: “Este trabalho científico contempla uma inovação tecnológica por meio da utilização do subproduto tóxico da indústria do alumínio, a lama vermelha. Quando combinada com o gesso contribui para amenizar os problemas de drenagem ácida de minas, reduzindo os riscos ambientais por contaminação.”


Categoria estudante

* Primeiro lugar: “Avaliação da Genotoxicidade de Formulações de Micropartículas Poliméricas Contendo Herbicidas Visando Aplicações no Agronegócio”
Autor:    Leandro Oliveira Feitosa
Orientadora:        Renata de Lima
Instituição: Universidade de Sorocaba, Biotecnologia, Sorocaba/SP
Comentário Júri: “Esse estudo científico aborda a temática da redução de uso de defensivos agrícolas e, concomitantemente, o uso de pesticidas com menor grau de toxicidade. Esses sistemas de utilização de micropartículas poliméricas favoreceram a diminuição da genotoxicidade dos agrotóxicos, indicando que estas formulações são mais seguras em nível ambiental e à saúde humana.”
         
* Segundo lugar: “Funcionalização da Sílica com Ciclodextrina: Preparação e Caracterização de Complexos de Inclusão com Atrazina”
Autor:    Lucas Bragança de Carvalho
Equipe: Tauana Garcia Carvalho
Orientadora:        Luciana de Matos Alves Pinto
Instituição: Universidade Federal de Lavras, Química, Lavras/MG
Comentário Júri: “O trabalho demonstra a viabilidade de realizar a liberação controlada de herbicida através de ancoramento de ciclodextrinas à superfície da sílica. A técnica poderá auxiliar na agricultura diminuindo custos de aplicação, aumentando a segurança e a sustentabilidade, podendo também ser ampliada para outras substâncias.”
  
* Terceiro lugar: “Oportunidades no Comércio Internacional Considerando-se o Conceito de Água Virtual”
Autora: Rosely Rodrigues
Orientador: Arlindo Manuel Esteves Rodrigues
Instituição: Universidade Nove de Julho, MBA em Comércio Exterior, São Paulo/SP
Comentário Júri: “O trabalho apresenta um cenário estratégico para a disponibilidade de água no planeta, evidenciando as vantagens relativas do Brasil no cenário global. A relação água, agricultura de commodities, sustentabilidade e comércio exterior, é apresentada de forma interessantemente clara.”
  
* Menção honrosa: “Foge ou Enfrenta? Resistência e Respostas Comportamentais do Caruncho-do-milho à Fenitrotiona”
Autor:    Lucas Soares Braga
Orientador: Raul Narciso Carvalho Guedes
Instituição: Universidade Federal de Viçosa, Agronomia, Viçosa/MG
Comentário Júri: “O trabalho se destaca pelo potencial de contribuição para a agricultura brasileira com possibilidade de redução de perdas por ataque de insetos nos mais de 50 milhões de toneladas de grãos de milho produzidas anualmente.”
  
* Menção honrosa: Leis Ambientais x Biomas Nacionais
Autor: Paulo Roberto Silva
Orientador: Walter Francisco Sampaio Filho
Instituição: Centro Universitário de Votuporanga, Direito, Votuporanga/SP
Comentário Júri: “Pensar globalmente e agir localmente. Eis a maneira correta de tratarmos a natureza. O trabalho reafirma a necessidade de criar normas legais específicas e adequadas aos biomas brasileiros.”
  
  
Premiação

A partir desta edição, os vencedores do Prêmio Agroambiental Monsanto recebem o Troféu Professor Ernesto Paterniani (1928 – 2009), uma homenagem ao acadêmico, engenheiro agrônomo e pesquisador que prestou relevante contribuição nos campos da ciência e tecnologia com pesquisas dirigidas à identificação e à avaliação de variedades de milho e métodos de melhoramento de populações da cultura.

Além do troféu, os contemplados receberam os seguintes prêmios:

Categoria Pesquisador: o primeiro lugar ganha uma viagem para participar de um evento internacional relacionado aos temas do concurso, à sua escolha, a ser realizado em 2011, no valor máximo de R$ 12 mil e um notebook de 15”. Os segundo e terceiro colocados ganham um notebook de 15”.

Categoria Estudante: o primeiro lugar ganha uma viagem para participar de um evento nacional relacionado aos temas do concurso, à sua escolha, a ser realizado em 2011, no valor máximo de R$ 6 mil e um notebook de 15”. Os segundo e terceiro colocados ganham um notebook de 15”.

Os orientadores dos projetos vencedores também foram premiados.


Mais informações

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