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Na Semana da Alimentação, especialistas no Brasil debatem números mundiais da pobreza e afirmam: Ciência e tecnologia são caminhos-chave para erradicar a fome

 
Ao apresentar os números recentes da fome no mundo, a FAO avalia que uma das razões do resultado positivo alcançado pelo Brasil se deve à produtividade no setor agropecuário. “O País não apenas se tornou, nos últimos anos, um grande produtor de alimentos como também um celeiro de conhecimento”, avalia Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO no Brasil. “É preciso transferir ainda mais esse saber ao campo para que propriedades se tornem produtivas e sustentáveis”, afirmou Bojanic, durante o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos, semana passada.
 
Celebrado na Semana Mundial da Alimentação, o Fórum é uma realização conjunta da FAO, Embrapa, Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Uma das suas iniciativas concretas é o Desafio 2050, que propõe caminhos para alimentar um mundo com 9,3 bilhões de habitantes em 2050, segundo previsões da FAO-ONU. 
 
Alimentos para o mundo
 
A ideia é promover um debate corajoso, no qual setor produtivo e sociedade urbana somam esforços para que o Brasil cumpra sua missão, explica Laércio Giampani, presidente do Conselho Diretor da Andef. “Aqueles que lidam com a terra estão dos dois lados de uma mesma moeda: ora, produzindo alimentos para o País e para o mundo; ao mesmo tempo, levando às nossas famílias os mesmos alimentos. Não importa em qual lado estejam, estamos falando comida", afirma Giampani. 
Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag, destaca a importância da produtividade. "Ao mesmo tempo em que a produção mundial de alimentos vem enfrentando o entrave do baixo rendimento, o Brasil recebeu a missão de aumentar ainda mais a sua produtividade para que seja alcançada a demanda necessária para alimentar todo o planeta em 2050". 
 
Impactos futuros
 
O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, tem se debruçado sobre o cenário que impactará o futuro dos alimentos. Segundo Lopes, a agricultura está em um contexto cada vez mais desafiador e necessita que conceitos, métodos e ferramentas estejam em constante evolução. “Precisamos estar preparados e, antes mesmo de agir, devemos nos antecipar e planejar. Afinal, alimento, energia, saúde, biomassa e inclusão são conceitos que fazem parte da agricultura moderna, à qual necessitamos nos sintonizar cada vez mais”, ressalta o presidente da Embrapa. 
Marcos Azambuja, ex-secretário geral do Itamaraty e coordenador da Rio92, acredita que desde os grandes empreendedores rurais aos agricultores familiares, “somos um País extraordinário”. Se ainda não é relevante industrial e cientificamente, o embaixador afirma que o Brasil tem outro papel decisivo. “A projeção mundial do País é imprescindível no desafio de combater a fome.”
 
Fonte: Comunicação Andef

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