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Dados do PARA revelam que 98% dos produtos analisados apresentaram resíduos de defensivos agrícolas dentro dos limites aceitáveis

Divulgado na última sexta-feira, dia 14, o resultado do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostrou que a produção brasileira de alimentos segue consolidada entre as melhores do mundo. De 1397 amostras de abobrinha, alface, feijão, fubá de milho, tomate e uva, colhidas em 2012, apenas 2% apresentou níveis de resíduos acima do limite permitido.

O destaque positivo fica com a alface. Das 240 amostras analisadas, apenas duas, ou 0,8%, apresentaram resíduos acima do limite recomendado pelos órgãos internacionais. Feijão e fubá de milho também tiveram excelente desempenho: menos de 2% das amostras continham resíduos que extrapolavam o recomendável: 1,6% e 1,9%, respectivamente. Outro destaque importante é que não foi diagnosticada, em nenhuma das amostras, a presença do uso de produtos proibidos no Brasil.

Para Eduardo Daher, diretor executivo da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), tão importante quanto produzir alimentos saudáveis é encontrar soluções que promovam a melhoria no nível de educação do agricultor para as boas práticas agrícolas. "Esta tarefa exige uma agenda construtiva envolvendo indústrias, instituições de extensão rural e governos", afirma. Levar a informação correta sobre o uso das tecnologias no campo é o grande desafio na produção de alimentos do país e as empresas associadas à Andef vêm fazendo um esforço sem igual nesta direção. "São cursos, treinamentos e outras ações de educação que têm como focos o manejo correto dos produtos e a conscientização socioambiental dos agricultores", destaca.

Mais alternativas para o agricultor
Além dos níveis de resíduos, o PARA também estuda se há presença de produtos não autorizados para cada cultura. Foi o caso de 23% das amostras avaliadas. Listada como a cultura com maior índice de inconformidades, a abobrinha apresentou 48% de amostras insatisfatórias, sendo 45% com produtos não autorizados, 2,2% com resíduos acima dos limites permitidos e 0,8% com ambos os casos.

"Trata-se de um caso de inconformidade com a legislação e não de alimento que coloque em risco a saúde do consumidor", explica Daher. "Quando o produtor identifica o ataque de pragas à sua lavoura, ele procura os produtos registrados para combater o mal. Mas, e quando não encontra? É preciso dar ao agricultor alternativas eficazes para que cuide de sua produção de forma adequada".

Esta também foi a conclusão da Anvisa. Em seu relatório, a Agência enfatiza que o uso inadequado de defensivos agrícolas acontece por falta de informação ou indisponibilidade de produtos específicos no mercado. "Não vai acontecer nenhum tipo de intoxicação alimentar ao ingerir esses alimentos. O objetivo da Anvisa ao fazer essas análises é manter um controle de qualidade e adotar as medidas de conscientização e melhores práticas junto aos agricultores", apontou Silvia Cazenave, superintendente de toxicologia da Anvisa.

Aprovada recentemente pelo Governo, alterações na Instrução Normativa 01 prometem sanar o problema da falta de produtos registrados para grande parte das culturas com baixo suporte fitossanitário, também chamadas de minor crops. Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Regulamentação Federal da Andef, Guilherme Guimarães, a medida deve impactar positivamente a vida do agricultor no médio e longo prazo. "Mesmo que a instrução tenha sido publicada, o processo não é tão rápido e fácil quanto o produtor necessita. Ainda assim, foi um importante passo na busca por soluções para o controle correto e eficiente de pragas", explica.

Em setembro, a Anvisa liberou 49 novos produtos destinados às minor crops. Eduardo Daher lembra, porém, que a lentidão no registro de ingredientes ativos para combater as pragas é um enorme entrave para a sustentabilidade do agronegócio. "Perdem todos: produtor rural, meio ambiente, indústria, consumidor e a economia do país, que perde competitividade sem inovação", reforça. "Por isso, esperamos do Governo ações que visam tirar o produtor rural da irregularidade e garantir uma produção agrícola responsável e que use a Ciência a seu favor. A indústria é e sempre será parceira de movimentos que caminhem nesta direção".

O relatório completo do PARA está disponível para download no site da Agência. Ainda segundo a Anvisa, uma série de medidas deverá ser tomada a partir dos resultados, como o envio dos laudos aos supermercados e locais onde as amostras foram coletadas e o mapeamento das culturas que precisam de mais atenção em relação ao uso inadequado de defensivos.

 

Fonte: Comunicação Andef

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