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Maurício Lopes, presidente da Embrapa, fala sobre fronteira agrícola.

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, afirmou nesta quinta, dia 24, que o futuro da produção agrícola brasileira deve ocorrer nos próximos anos com a intensificação da “integração vertical”, ou seja, a ampliação da safra por meio de uma maior produtividade das terras já ocupadas pelo agronegócio.

– Não há mais como fazer uma expansão horizontal das nossas terras – disse, durante cerimônia de comemoração dos 41 anos da empresa, referindo-se à limitação de ocupação de novas áreas para plantio.

A afirmação de Lopes vai na contramão da defesa feita pelo ministro da Agricultura, Neri Geller, que tem colocado como meta da sua gestão a ampliação da fronteira agrícola no Centro-Oeste. O ministro foi convidado para o evento, mas não compareceu.

Segundo o presidente da Embrapa, o passo mais acertado para a agricultura é fortalecer a integração entre a lavoura, a pecuária e a floresta para enfrentar desafios do que ele chamou de “crise da inversão climática”, que neste ano levou estiagem para regiões onde deveria chover e chuva para área onde deveria estar seco para colheita.

– Estamos vivendo um momento de mudanças radicais, precisamos ter a grandeza de aprender a criar um sistema estratégico que nos permita lidar com um problema grave, que é a exclusão de pequenos produtores – afirmou.

A Embrapa mantém, atualmente, segundo Lopes, cerca de 400 pesquisadores estudando adaptações da agricultura às mudanças climáticas. A empresa investe cerca de R$ 500 milhões em pesquisas de mitigação climática.

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