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Roberto Rodrigues defende protagonismo do Brasil no combate à fome mundial

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Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, foi homenageado durante o IV Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos, realizado no dia 19, na sede do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas (SP). Para Rodrigues, o Brasil tem todas as condições de assumir este papel de protagonista na busca de um quadro mais compatível com a necessidade de combater à fome no mundo.

Rodrigues defendeu a necessidade do Brasil adotar estratégias com o objetivo de liderar um projeto mundial para garantir a segurança alimentar. Rodrigues também questionou a falta de líderes globais para levar adiante este desafio. “Já que não há líderes, precisamos encontrar um projeto global de segurança alimentar e energética, com sustentabilidade”, sugeriu Rodrigues.

Para o ex-ministro, o mundo está pedindo para o Brasil produzir mais alimentos e liderar este processo, mas que o país está de costas para esta demanda. “Já fizemos a lição de casa, aumentando a produção através de tecnologia e produtividade, mas não estamos exercendo este papel em termos globais”, conclui, mas com uma dose de otimismo: para Rodrigues, há sinais de avanço. “Sinto que as coisas estão melhorando neste sentido”.

“A seca nos Estados Unidos mostrou que todas as teses sobre segurança alimentar são frágeis”, alertou Rodrigues. O ex-ministro sugeriu a criação de um programa global que contemple inclusive a questão dos estoques. Segundo ele, o mundo tem que pensar na composição de estoques globais, “com financiamento global e governança global”, como forma de evitar ações intervencionistas e conter a volatilidade dos preços das commodities.

O ex-ministro reforçou que o Brasil está pronto para liderar este programa de segurança alimentar, mas que falta ainda um plano estratégico e que pouco está sendo feito para retirar às barreiras a este avanço. Entre estes obstáculos, Rodrigues enumerou os problemas de infraestrutura e logística; a falta de uma política de renda rural; a ausência de uma política comercial mais eficiente e a frágil defesa sanitária. “Ainda podemos citar a falta de recursos e investimentos em tecnologia e a insegurança jurídica no campo”, completou.

“O mundo está pedindo para produzirmos mais. Precisamos fazer a lição de casa e de uma estratégia para assumir a liderança no projeto mundial para segurança alimentar”, conclui o ministro. 
 
A secretária de Agricultura de São Paulo, Monika Bergamaschi, destacou o papel da pesquisa na busca pela alimentação adequada e no combate à fome. “A agricultura brasileira tem um papel fundamental, incorporando a ciência e caminhando em direção à segurança alimentar e energética com sustentabilidade”, afirmou.

Fonte: Mecânica de Comunicação e ANDEF

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