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Agricultor capitalizado é mais seletivo em tecnologias de maior valor agregado.

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Há um grande equívoco na defesa da simplificação do sistema de registro de defensivos agrícolas genéricos no Brasil. Esta proposta vem sendo explorada já faz alguns anos, sob o argumento de reduzir custos de produção e foi aprovada nesta quinta-feira, 12, na Comissão de Agricultura do Senado. “É preocupante o risco de a simplificação do atual rigor científico remar contra a maré das exigências cada vez maiores de qualidade e segurança dos alimentos requeridas pelo mercado internacional, afirma Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal, Andef.
De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola, SINDAG, em 2010, os genéricos já representaram 73% dos produtos registrados no mercado, e 27% especialidades. Segundo Eduardo Daher, o que deveria preocupar os dirigentes governamentais, sim, é a lentidão do número de registro de produtos fitossanitários modernos, à disposição dos agricultores brasileiros, frente a pragas persistentes e às novas que invadiram o país – pelo menos, dez novas pragas já detectadas pelos pesquisadores.
“O perfil de doenças, insetos e ervas daninhas sofre mudanças de um ano para outro e, muitas vezes, exige o uso de produtos específicos”, afirma Daher. “Portanto, é necessário ter agilidade para não perder a competitividade no mundo globalizado da produção de alimentos, fibras e energias renováveis. Foram as novas tecnologias que possibilitaram o aumento do rendimento das culturas, nos últimos 15 anos, em cerca de 100%.”

Mercado aberto e acirrado
O setor de defensivos agrícolas brasileiro é extremamente acirrado. Mais de cem empresas mantém produtos registrados e comercializados. De acordo com o estudo “Organização dos mercados de insumos e suas relações com a agricultura”, elaborado pelo Centro de Conhecimento em Agronegócios, PENSA, vinculado à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, da Universidade de São Paulo, o setor no Brasil “apresenta um núcleo que engloba as empresas que comercializam produtos patenteados e a franja representa as empresas que comercializam apenas produtos genéricos ou adotam estratégias mistas de marca e de linhas de produtos genéricos”.
Portanto, este fato, isto é, a diluição do mercado – e não simplesmente a disputa produtos de marca versus genéricos – resulta numa clara tendência: as relações de troca de defensivos comparadas aos preços dos produtos agrícolas têm sido amplamente favoráveis aos agricultores. “Com base nesses resultados, pode-se inferir que existe clara rivalidade entre as empresas na determinação de preços de mercado”, concluem os autores do Relatório PENSA/CNA.
O diretor da Andef considera positivo o fato dos agricultores terem um amplo portfólio (especializadas + genéricos) que adéqüe às suas necessidades, capacidade de investimento e expectativas de mercado. “Mas é falsa a idéia de que o simples aumento dos genéricos reduz os preços. Os dados recentes de mercado mostram que quando o agricultor está mais capitalizado – como foi nos dois últimos anos-safra -, ele não tem dúvidas em ser mais seletivo nas decisões de investimento em tecnologia na lavoura. Por isso, investe mais decidido em produtos de maior valor agregado.”

Investimentos em pesquisa e treinamento
A pesquisa e o desenvolvimento de novos ingredientes ativos exigem altíssimos aportes de recursos, por vários anos. Para que uma única nova molécula se torne o produto – herbicida, fungicida, inseticida ou acaricida – as indústrias associadas da Andef pesquisam e desenvolvem, durante até 10 anos, entre 100 mil e 200 mil moléculas. Esse rigoroso trabalho científico consome entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões. Somente os estudos toxicológicos e ambientais respondem por cerca de 60% destes valores.
Convém mencionar, ainda – afirma o dirigente da Andef – que são apenas as empresas de Pesquisa e Desenvolvimento que promovem e investem em educação e treinamento de agricultores. Tais trabalhos atingiram, em 2009, cerca de 1,4 milhão de agricultores, e os vão desde o uso e manejo adequado dos defensivos agrícolas até o gerenciamento de embalagens, sendo este um exemplo mundial.

Assessoria de Comunicação – Andef

 

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