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Aplicações preventivas de fungicidas controlam a doença.

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A ferrugem asiática foi identificada em território brasileiro no ano de 2001, no Estado do Paraná, e desde então tem sido motivo de preocupação para os produtores de soja. A ocorrência da doença se dá principalmente na fase reprodutiva da planta e o sojicultor deve estar atento aos focos da doença na região onde está localizada sua lavoura. Essas são informações fornecidas pelo fitopatologista Alexandre Roese, da Embrapa Agropecuária Oeste, fundamentais para o controle químico da doença por meio da aplicação de fungicidas. O principal desafio é promover medidas que desfavoreçam a resistência de fungos aos pesticidas. 
Segundo dados da Embrapa Agropecuária Oeste, os custos de pulverização das lavouras vem diminuindo. Na safra de 2010/2011, o valor é de R$37,80 com o uso de tratores e pulverizadores de arrasto. Esse preço representa R$6 a menos que nos anos de 2009/2010, o que, para o agricultor é uma vantagem para a contenção da ferrugem. Alexandre Roese explica que, em suas primeiras aplicações, a maioria dos fungicidas oferece proteção por até 21 dias. No entanto, esse prazo diminui para até 15 dias da segunda para a terceira aplicação, de acordo com incidência da doença na região e na própria lavoura. Por isso, o proprietário rural deve sempre voltar à plantação e fazer novas aplicações. 
“A ferrugem é altamente dependente de chuvas bem distribuídas, por conta do molhamento foliar. Então, quanto mais tempo as plantas passarem com folhas molhadas, maiores as chances da doença. O sojicultor precisa intensificar o monitoramento da lavoura, procurar pela ferrugem no terço interior e médio das plantas, no baixeiro da soja e ficar pronto para eventuais aplicações preventivas de fungicidas, o que é altamente justificável, porque senão pode correr o risco de encontrar a enfermidade e não conseguir fazer a pulverização por conta de dias consecutivos de chuva”, destaca Alexandre. 
Em 2010, a ferrugem foi notada pela primeira vez em Goiás, no cultivo de soja irrigada. Já em lavouras comerciais, plantadas a partir de setembro e outubro, foi verificada em municípios do sudeste e sudoeste do Paraná e, logo em seguida, no oeste do Mato Grosso do Sul. Devido à sua alta capacidade de disseminação, a doença fúngica já esteve presente em quase todos os Estados brasileiros, exceto em Rondônia. Por isso, Alexandre Roese alerta os produtores de soja de que a ferrugem é inevitável, mesmo tendo tratamentos preventivos. 
“Olhando a lavoura de longe, o produtor não observa a ferrugem no estágio inicial. Para identificar a doença no princípio, ele tem que andar dentro da plantação, coletar várias folhas aleatoriamente do terço inferior da planta e procurar pelos sintomas. Ao observar a folha contra um fundo claro, na parte superior, o produtor verá alguns pontos marrons escuros muito pequenos. Com o auxílio de uma lupa de bolso, com aumento de 10 a 20 vezes, poderá enxergar as pústulas da ferrugem, que é por onde o fungo libera os esporos. O aconselhável é fazer a coleta, colocar em um saco plástico e levar a laboratórios de fitopatologia para confirmar o diagnóstico”, salienta o analista da Embrapa.

Fungicidas podem ser rotacionados 
O controle da ferrugem da soja é realizado principalmente pela pulverização de fungicidas nas lavouras, logo que constatada a doença ou preventivamente. Os fungicidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o controle da ferrugem são de dois grupos químicos: os triazóis e as estrobilurinas. Com a mistura de fungicidas dos dois núcleos, é possível alcançar uma maior eficiência, especialmente em regiões onde já foi constatada a ocorrência de populações menos sensíveis aos fungicidas triazóis. 
Alexandre ressalta que, por vezes, as aplicações preventivas dos agrotóxicos devem ser antecipadas, visto que a ferrugem pode aparecer antes da fase mais indicada para a pulverização, que é o florescimento da planta. Outra solução para os agricultores é além da rotação de culturas e cultivares, a diversificação dos próprios agrotóxicos. Adotando essa medida, o sojicultor ainda favorece a permanência das substâncias por mais tempo no mercado, já que os fungos acabam se tornando menos resistentes.

Fonte: www.diadecampo.com.br. Autoria: Breno Fonseca – 28/12/2010.

 

 

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