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Brasil produz mais com menos defensivos

O Brasil é atualmente o maior mercado mundial de defensivos agrícolas do mundo. Isto não significa, porém, que estamos sendo envenenados. A liderança brasileira é explicada pelas características climáticas do país, que por um lado permite o cultivo de duas a três safras anuais, mas também exige tratamento constante contra pragas e invasores. Com três ciclos de produção anuais, é natural que o consumo de defensivos seja maior.

Nos Estados Unidos e Europa, que colhem apenas uma safra a cada ano, parte do controle de pragas é feito no inverno, quando a neve cobre o solo e impede a proliferação de insetos e lagartas. Mesmo assim, no verão, os defensivos são amplamente utilizados pelos produtores locais – e com uma eficiência muito menor se comparados aos agricultores brasileiros.
De acordo com um estudo realizado pela consultoria alemã Kleffmann, o Brasil colhe, em média, 142 quilos de alimentos a cada dólar investido em defensivos. Nos Estados Unidos, a média é de 94 quilos por dólar, enquanto na Europa, berço dos ambientalistas, a produtividade é de apenas 51 quilos por dólar. O Japão tem o pior desempenho: oito quilos para cada dólar investido.
Portanto, se há um título que o Brasil merece e pode se orgulhar, é o de campeão  mundial de produtividade e eficiência no agronegócio.

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