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As divisões globais da empresa, sementes e defensivos, têm gestão unificada.

A filial brasileira da multinacional suíça Syngenta é hoje a primeira unidade mundial da companhia. As duas divisões globais da empresa, sementes e agroquímicos, passaram a ter gestão unificada no Brasil.

Trata-se de um movimento emblemático na indústria de defensivos agrícolas, comprovando o foco cada vez maior nas sementes e na integração entre as soluções químicas (agrotóxicos) e biológicas (sementes).

A operação é emblemática porque foi realizada pela maior fabricante mundial de agrotóxicos, em seu segundo maior mercado (o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos).

Desde julho, tanto os funcionários da Syngenta Seeds (sementes) quanto os da Syngenta Proteção de Cultivos (defensivos) respondem para um só presidente, Laércio Giampani, que comandava a divisão de agrotóxicos no país há cinco anos.

Foi o executivo quem levou à Suíça a proposta de fundir as operações brasileiras. “Somos a empresa com o melhor equilíbrio entre sementes e químicos e acreditamos que esse é o caminho para o sucesso.”

Giampani conseguiu fazer seus argumentos serem ouvidos mesmo em uma corporação acostumada a conviver com um alto muro invisível entre as áreas de sementes e agrotóxicos.

Assim como em grandes concorrentes da área química – como Bayer CropScience, Basf, DuPont e Dow -, a divisão de sementes costumava ser vista como uma inimiga, que iria reduzir a demanda pelos agrodefensivos por meio de variedades transgênicas.

“A complexidade desta operação é comparável à da fusão que deu origem à Syngenta”, diz Giampani. A companhia foi formada pela fusão das divisões agrícolas da Novartis e da AstraZeneca, há 10 anos.

Apesar do histórico desafiador, a proposta de unificação foi aprovada pela matriz. A seu favor, Giampani tinha seu bom desempenho à frente da Syngenta Proteção de Cultivos.

As vendas quase triplicaram em dólares nos cinco anos em que o agrônomo coomandou a divisão, para US$ 1,4 bilhão no ano passado. E a participação no mercado brasileiro de defensivos cresceu de 15,8% para 21%, segundo dados do sindicato do setor – presidido por Giampani.

Tecnologias

Mais do que unificar a gestão, como fez no Brasil, a Syngenta quer agora ampliar a integração entre as duas áreas e desenvolver tecnologias conjuntas. Foi o caso de sucesso da Monsanto, primeira expoente da biotecnologia agrícola, que criou as sementes tolerantes ao seu herbicida Roundup.

Os primeiros pacotes combinando tecnologias de sementes e agroquímicos da Syngenta devem chegar ao mercado ao redor de 2015.

Enquanto esses produtos não saem dos laboratórios e campos experimentais, a Syngenta do Brasil quer ganhar com a integração das equipes de vendas. As sinergias, no entanto, não virão da redução da folha de pagamento. “Pelo contrário, queremos ampliar a equipe.”

Unificando os times comerciais, Giampani refez a divisão de tarefas: em vez de designar seus vendedores e técnicos por área geográfica, passou a dividi-los por cinco níveis de clientes.

“O objetivo é segmentar o atendimento e criar uma relação que fará a diferença quando chegarem os produtos com tecnologias combinadas”, diz. As duas divisões continuam reportando balanços separados e as áreas de produção não foram integradas.

A companhia é líder global em defensivos com vendas de US$ 11,3 bilhões, mas ocupa apenas a terceira posição mundial em sementes. “Isso vai mudar com os investimentos que estão sendo feitos agora”, diz Giampani.

As vendas de defensivos ainda são bem superiores às de sementes. Mas no ano passado, o movimento da Syngenta na América Latina caiu 6% na área de defensivos, para US$ 1,9 bilhão, enquanto a divisão de sementes cresceu 12,5%, para US$ 243 milhões.

Luiz Silveira

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Laércio Giampani, presidente da Syngenta
Foto: Brasil Econômico

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