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Debate aconteceu durante o 1º GAF Talks.

Pesquisa, esforço com profissionais capacitados e expansão de mercado são os principais ingredientes de sucesso do agronegócio brasileiro. E a tecnologia é a razão principal dos avanços desse setor. A afirmação é do ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e membro da Academia Nacional de Agricultura da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Tecnologia no campo foi o foco dos debates durante o 1º GAF Talks, realizado dia 29 de março, em São Paulo. O evento faz parte do projeto do Global Agribusiness Forum (GAF), encontro que reúne políticos e lideranças do agro para debater o momento atual do país e apontar as tendências da agropecuária nacional.

Para reforçar a importância da utilização das inovações tecnológicas no meio rural, Rodrigues lembrou que, de 1990 a 2017, a área plantada com grãos cresceu 58%, enquanto a produção aumentou 285%.

“Se a produtividade brasileira se mantivesse nos mesmos patamares de 1990, ao invés dos 60 milhões de hectares, precisaríamos abrir mais 86 milhões de hectares, que é a área que preservamos, graças o uso de tecnologia”, ressaltou o ex-ministro, que também é embaixador especial da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para o cooperativismo mundial.

Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, o Big Data é a ferramenta do futuro, que vai contribuir para o aumento de produtividade na agricultura: “O uso de novas tecnologias é fundamental para o aumento esperado de produtividade”.

Ao debater o tema “Big Data na Agricultura”, ele disse que não é possível falar sobre agricultura de precisão sem mencionar essa tecnologia, que apresenta um grande volume de dados armazenados, que impactam os negócios no dia a dia.

GARGALOS DA LOGÍSTICA E TRANSPORTE

Embora a tecnologia seja fundamental para melhor a produtividade, o Brasil ainda enfrenta problemas antigos, como os gargalos nas áreas de logística e transporte. Para que o setor tenha um crescimento contínuo, é preciso melhorar a infraestrutura do país, segundo o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e membro da Academia Nacional de Agricultura da SNA.

“Estamos perdendo a capacidade competitiva, por causa dos problemas de logística, transporte, armazenamento, processamento e comercialização”, alertou Paolinelli.Ele ainda lembrou que “desde o primeiro plano econômico, em 1986, o Brasil parou de utilizar parte do Produto Interno Bruto (PIB), que era em torno de 8% a 10%, para os investimentos de infraestrutura”.

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