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Banana bunchy top virus (BBTV) é considerado um dos mais devastadores para a cultura da banana. 

*Foto: Hamakua Springs

Considerado um dos vírus mais devastadores para a cultura da banana, o Banana bunchy top virus (BBTV) está amplamente distribuído na Ásia, onde possivelmente se originou, e em processo de expansão de sua distribuição geográfica nos últimos 20 anos: em 1997 foi detectado no Malawi, em 2001 na Nova Caledônia,  2007 foi relatado no Irã, em 2009 em Angola, em Benin em 2011 e em 2013 na Nigéria. Os sintomas incluem formato irregular dos frutos, coloração e formato atípicos nas folhas, manchas no pseudocaule, malformação das plantas e nanismo.
 
Sua dispersão a longas distâncias ocorre pelo comércio de órgãos subterrâneos, órgãos reprodutivos, frutos, folhas, mudas (inclusive plantas micropropagadas) e pedaços do caule. Além disso, uma espécie de pulgão, Pentalonia nigronervosa, atua como vetor deste vírus. Não há métodos curativos para esta praga e as plantas afetadas devem ser destruídas para evitar a propagação da praga. 
 
Em março de 2016, pesquisadores da África do Sul acrescentaram mais um país na lista dos países onde a praga ocorre. As plantas sintomáticas tiveram material analisado através de métodos moleculares, que confirmaram tratar-se do BBTV. Medidas de contenção foram iniciadas e incluem um levantamento mais detalhado para delimitar a área afetada e o controle do inseto vetor.
 
Um fator que aumenta o risco de disseminação da praga é que plantas obtidas e mantidas em cultura de tecidos por 12 meses são assintomáticas mas, quando elas são transferidas para o campo, elas prontamente manifestam sintomas e podem morrer em quatro meses.
 
No Brasil, o BBTV é categorizado como Praga Quarentenária Ausente1. Além disso, o Ministério da Agricultura exige que mudas in vitro de banana estejam livres desse vírus, mesmo quando oriundas de países para os quais não há relato da praga, como Israel e Costa Rica[2,3]. Caso venha a entrar no Brasil, esse vírus encontrará condições bióticas favoráveis, pela ampla disponibilidade de plantas hospedeiras e pela presença de seu inseto vetor.

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