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O evento foi seadiado em Ribeirão Preto.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou o diálogo como ponto decisivo para o desenvolvimento de uma agropecuária em harmonia com o meio ambiente. Durante a programação da 4ª edição do Projeto Diálogos, em Ribeirão Preto, no dia 2 de setembro, o titular da Pasta destacou ainda que é possível preservar as colmeias ao mesmo tempo em que se aumenta a produtividade no campo com a aplicação de defensivos agrícolas.

Para Arnaldo Jardim, é preciso que todos os envolvidos estejam dispostos a dialogar e encontrar soluções conjuntas que beneficiem tanto a produção quanto a sanidade animal e vegetal. Isso porque os agroquímicos são vistos como verdadeiros inimigos das abelhas, o que não é verdadeiro quando esses produtos são aplicados de forma correta, na dose adequada e com as normas vigentes atendidas.

“Com esse diálogo, em eventos como o de hoje, nós mostramos que é possível combater as pragas no campo ao mesmo tempo em que aumentamos a produtividade. Mais que possível, esse diálogo é necessário”, apontou o secretário, complementando que “a polinização feita pelas abelhas é ingrediente fundamental para vencermos o desafio de aumentar a produção no campo para alimentar o mundo”. 
Posicionamento defendido também pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), realizador da iniciativa. Para a vice-presidente executiva da entidade, Silvia de Toledo Fagnani, essa interação tem sido cada ano maior. “Dialogar é essencial. No primeiro ano havia uma polarização entre agricultores e apicultores que foi resolvida com o diálogo”, ponderou.

Uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin para a Secretaria de Agricultura, a boa convivência entre meio ambiente eprodução agropecuária se torna possível quando há responsabilidade, como atentou Fausto Antonio Kujavo, diretor substituto do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) da Pasta em Ribeirão Preto. A Defesa é a responsável por garantir que a aplicação dos agroquímicos seja feita de forma responsável, sem danos ambientais, apenas garantindo sanidade.

“É importante a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) estar presente neste evento porque nós somos parte de todo esse processo. Atuamos na fiscalização da aplicação dos defensivos agrícolas. O nosso objetivo é sempre evitar que haja contaminação de colmeias e pincipalmente a deriva na aplicação por via aérea”, esclareceu.

Deriva, como explicou Kujavo, é quando o produto aplicado incorretamente pelo avião, levado pelo vento, vai além da área necessária, podendo causar danos a colmeias e outros coletivos animais ou espécies vegetais. A CDA atua no sentido de fiscalizar, mediante denúncia, essas práticas que não seguem as normas, que incluem pontos a serem observados como dose, horário, diluição, distância e velocidade do vento. “Se fizer tudo certo não haverá problema algum aplicar esses produtos”, resume o diretor.

Crescimento

O Estado de São Paulo produziu em 2015 3.354.794 quilos de mel em 132.339 colmeias, de acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria, número que pode ser ainda maior, como apontou Arnaldo Jardim. Para o secretário, “precisamos de um choque de mercado para a produção apícola ganhar escala e mais qualidade”.

É o que tem conseguido o apicultor de Capela do Alto Alcindo Alves, vice-presidente da Cooperativa dos Apicultores de Sorocaba e Região (Coapis) – beneficiada com melhorias no valor de R$ 600 mil pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo executada pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria.

A Coapis ministra cursos de qualificação e atualização durante o ano todo e é responsável por processar diariamente uma tonelada de mel que abastece as merendas escolares de Ribeirão Preto, Jardinópolis, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Taubaté, Nova Odessa e Araçoiaba da Serra.

Fundador da entidade, Alves é dono de 450 colmeias e comemora o bom preço pago pelo produto e a felicidade dos colegas de entidade. “No momento não tem negócio melhor do que o mel. Nós apicultores estamos sorrindo porque o preço está lá em cima. E com o Microbacias ficou melhor ainda porque a gente conseguiu acabar de modernizar nossas instalações”, comemorou.

O Diálogos faz parte do Projeto Colmeia Viva, iniciativa do Sindiveg que visa desmitificar a ideia de que os agroquímicos são danosos às abelhas e à natureza em geral. O objetivo é mostrar – com o diálogo que batiza o evento – que, quando corretamente aplicados, os defensivos agrícolas aumentam a produtividade e não destroem as colmeias. Mais informações no site www.projetocolmeiaviva.org.br.

Fonte: Imprensa Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento de SP

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